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Operação mira braço criminoso entre Bahia e Minas Gerais

Quatro pessoas foram presas durante a Operação Swallow, deflagrada nesta sexta-feira (18) pelas Polícias Civis da Bahia e de Minas Gerais contra uma organização investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios.

A ação cumpriu 12 mandados judiciais nos municípios de Andorinha e Monte Santo, na Bahia, e Araguari e Uberlândia, em Minas Gerais. Foram expedidas quatro ordens de prisão e oito de busca e apreensão. As autoridades também determinaram o bloqueio de contas bancárias que, segundo as investigações, seriam utilizadas para movimentar recursos do esquema.

Líder e gerentes do tráfico são identificados

De acordo com a apuração policial, o grupo mantinha controle sobre a comercialização de drogas na região de Monte Santo e Andorinha, com os integrantes distribuídos em diferentes funções.

Um dos investigados, apontado como líder da organização e suspeito de ordenar homicídios relacionados ao tráfico, foi localizado em Araguari. Contra ele havia três mandados de prisão.

Já em Uberlândia, um casal suspeito de integrar o grupo também foi preso. Conforme a investigação, um deles exerceria a função de gerente da organização, enquanto a mulher seria responsável pela contabilidade do tráfico em Andorinha.

Os dois ainda são investigados por dois homicídios ocorridos em agosto, em Uberlândia. Outros assassinatos registrados ao longo de 2026 também estão sendo analisados para verificar uma possível participação do casal.

Recrutamento e movimentação financeira

Em Andorinha, uma terceira mulher teve mandados de prisão e de busca e apreensão cumpridos. Segundo a polícia, ela seria responsável por recrutar novos vendedores de drogas e orientar integrantes sobre ações violentas contra devedores e pessoas que tivessem conflitos com a organização.

Em Monte Santo, outros quatro mandados de busca e apreensão foram executados para recolher materiais que possam auxiliar no avanço das investigações.

As informações preliminares apontam que o esquema ligado ao tráfico teria movimentado aproximadamente R$ 5 milhões.

A operação foi coordenada pela 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Senhor do Bonfim), com apoio do GATTI/Centro Norte, do Núcleo de Inteligência da 25ª COORPIN/Euclides da Cunha e de equipes do 9º Departamento de Polícia Civil de Uberlândia.

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