• Home
  • Polícia
  • OAB-BA pede prisão domiciliar para advogados presos

OAB-BA pede prisão domiciliar para advogados presos

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) entrou na Justiça, na quinta-feira (9), com um pedido para que os dez advogados presos durante a Operação Sintonia de Gravata deixem as unidades prisionais e passem a cumprir prisão domiciliar.

Segundo a entidade, a legislação brasileira determina que advogados presos preventivamente, ou seja, antes de uma condenação definitiva, devem permanecer em uma chamada sala de Estado-Maior, um espaço separado das celas comuns. Quando esse tipo de estrutura não existe, como ocorre no sistema prisional baiano, a lei prevê que a prisão seja convertida em domiciliar.

O que motivou o pedido

No habeas corpus coletivo apresentado ao Tribunal de Justiça da Bahia, a OAB afirma que os advogados estão custodiados na Cadeia Pública de Salvador e no Conjunto Penal Feminino em condições incompatíveis com o que determina a legislação.

Para a entidade, como o Estado da Bahia não possui salas de Estado-Maior, os profissionais não poderiam permanecer presos em celas comuns. Por isso, a Ordem pede que a Justiça determine a transferência para um espaço adequado ou, caso isso não seja possível, autorize a prisão domiciliar.

Relatório aponta condições degradantes

Como fundamento para o pedido, a OAB anexou um relatório elaborado pela Comissão de Direitos e Prerrogativas da seccional baiana. O documento descreve uma série de problemas estruturais nas unidades prisionais.

Entre as irregularidades apontadas estão celas com mofo, camas sem colchões, fiação elétrica exposta, chuveiros sem funcionamento e a presença de ratos e baratas.

No Conjunto Penal Feminino, o relatório afirma ainda que o abastecimento de água ocorre apenas duas vezes ao dia, por cerca de 40 minutos. Também foram identificados sanitários danificados, situação que, segundo a entidade, compromete as condições básicas de higiene das advogadas custodiadas.

O que diz a OAB

A OAB-BA afirma que o pedido não tem como objetivo conceder privilégios aos advogados, mas garantir o cumprimento de um direito previsto no Estatuto da Advocacia e assegurar condições dignas de custódia.

A entidade solicita uma decisão liminar para que os profissionais sejam transferidos para uma sala de Estado-Maior. Na impossibilidade de o Estado oferecer esse tipo de estrutura, pede que a prisão preventiva seja substituída por prisão domiciliar até que um local adequado seja disponibilizado.

Operação segue em andamento

Os dez advogados foram presos preventivamente durante a Operação Sintonia de Gravata, que investiga a suposta atuação de profissionais da advocacia em benefício de integrantes de organizações criminosas. As investigações seguem em andamento.

VEJA MAIS

PT acusa campanha de ACM Neto de plagiar Lula

Integrantes do PT acusaram a pré-campanha de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia…

Saiba se os reforços do Bahia podem jogar amistoso contra o Fluminense

Antes da volta oficial do calendário do futebol brasileiro, o Esporte Clube Bahia tem mais…

João Carlos Oliveira é o novo secretário da SDE na Bahia

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) nomeou, nesta sexta-feira (10), João Carlos Oliveira como novo titular…