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O que aconteceu com a seleção do Uzbequistão pode ser apenas o começo da Copa de 2026

Operação com detectores de metal, cães farejadores e revista completa chamou atenção nos Estados Unidos e oferece um retrato do que pode marcar os bastidores do Mundial

Antes mesmo de a bola rolar na Copa do Mundo de 2026, os bastidores do torneio já começam a revelar um cenário que vai muito além das quatro linhas. Horas antes do amistoso entre Uzbequistão e Holanda, em Nova York, a delegação uzbeque foi submetida a uma rigorosa operação de segurança, com direito a detectores de metal, cães farejadores e revistas detalhadas. O episódio serviu como um alerta sobre o nível de controle que poderá acompanhar o Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá. Em uma Copa marcada pelo avanço da tecnologia e por protocolos cada vez mais rígidos, a cena pode ter sido apenas a primeira amostra do que está por vir.

Ao desembarcarem do ônibus da delegação, jogadores e integrantes da comissão técnica foram organizados em filas para uma inspeção individual. Cada integrante precisou passar por detectores de metal antes de receber autorização para entrar no estádio. Mochilas, bolsas e demais pertences também foram submetidos a uma vistoria detalhada.

Veja as fotos

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e Gianni Infantino, presidente da FIFAReprodução/x: ge

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As imagens divulgadas pela imprensa mostraram ainda a participação de cães farejadores durante o procedimento. Enquanto os pertences eram inspecionados, agentes de segurança acompanhavam toda a movimentação da delegação.

Entre os presentes estava o técnico Fabio Cannavaro, campeão mundial com a Itália em 2006, o ex-zagueiro acompanhou a operação ao lado dos jogadores uzbeques antes da partida.

Segundo informações publicadas pela imprensa local, o reforço no esquema de segurança teria relação com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York. A passagem da autoridade pela cidade motivou o aumento dos protocolos de vigilância em diferentes áreas da região. Após a conclusão da revista, a delegação foi liberada normalmente para disputar o amistoso.

Uma prévia do que pode vir pela frente

O episódio acontece justamente no momento em que os organizadores intensificam os preparativos para a Copa do Mundo. Estados Unidos, México e Canadá receberão o torneio, que deve mobilizar milhões de torcedores e uma das maiores operações de segurança já montadas para um evento esportivo.

Entre as novidades já anunciadas está a utilização de cães-robôs equipados com câmeras e visão noturna para monitorar áreas externas dos estádios. Os equipamentos serão usados para auxiliar as equipes de segurança na identificação de comportamentos considerados suspeitos e em situações de risco.

Nos Estados Unidos, o modelo Spot, desenvolvido pela Boston Dynamics, será utilizado em regiões próximas ao AT&T Stadium, em Dallas. Já no México, unidades do K9-X, da empresa Unitree Robotics, atuarão no entorno do Estádio BBVA, em Guadalupe. Embora os robôs não sejam armados, a tecnologia faz parte de uma estratégia mais ampla de monitoramento para o Mundial.

Pergunta que ficou no ar

As imagens que circularam mostram apenas a seleção do Uzbequistão passando pelo procedimento de segurança. Até o momento, não há registros públicos indicando que a Holanda tenha sido submetida à mesma operação antes da partida.

Isso não significa necessariamente que houve tratamento diferente entre as equipes. É possível que procedimentos semelhantes tenham sido adotados sem divulgação pública. Ainda assim, a ausência de informações sobre a delegação holandesa deixou uma curiosidade em aberto após a repercussão do caso.

Enquanto essa resposta não aparece, a cena envolvendo o Uzbequistão acaba funcionando como um indicativo do ambiente que pode cercar a Copa de 2026. Entre tecnologia, vigilância reforçada e protocolos cada vez mais rigorosos, o torneio promete ser marcado não apenas pelo futebol, mas também por uma estrutura de segurança inédita nos bastidores.

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