Eleito senador da Bahia no grupo liderado pelo PT em 2018, Angelo Coronel migrou para a base de ACM Neto (UB) visando a reeleição no pleito de outubro. Após deixar o PSD e passar a integrar o Republicanos no campo da oposição, o senador afirma que a ganância do PT por espaços “é muito grande”.
Durante entrevista concedida à Rádio 93 FM de Alagoinhas neste sábado (11), Angelo Coronel disse ter percebido que havia uma “gula política muito grande” no grupo governista. O congressista faz referência à formação da chapa liderada por Jerônimo Rodrigues (PT) na busca pela reeleição e que tem o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-ministro Rui Costa (PT) na corrida pelo Senado.
“Nessa conjuntura de meses atrás, eu senti que o PT queria lançar a famosa chapa puro-sangue, que significa todos os membros do PT e que os partidos aliados serviriam somente como ‘bucha de canhão’, não valeriam para nada”, contextualizou Coronel.
O senador também afirmou que “eles” queriam tirar o MDB da chapa, que tem o vice-governador Geraldo Júnior. Ele relata que o partido foi “para cima” e garantiu a permanência na chapa. No entanto, seu partido, o PSD, “não foi para cima” para brigar por sua manutenção na majoritária.
“O meu partido PSD não foi pra cima, vamos dizer assim, na íntegra. E aí nós perdemos a vaga na chapa majoritária, que seria a vaga de senador para minha reeleição”, disse
Alívio
Ainda durante a entrevista à emissora de Alagoinhas, Angelo Coronel manifestou o sentimento de alívio por ter deixado o grupo governista e migrado para a base de ACM Neto, pré-candidato a governador da Bahia.
Nesse contexto, o congressista alegou que nunca fez parte do campo ideológico da esquerda.
“Vocês não imaginam o alívio de ter feito essa mudança, muito grande. Eu nunca fui de esquerda, sempre fui uma pessoa de centro. O partido[PSD] foi aliado ao PT há dez anos pela circunstância política da Bahia”, justificou Coronel
Assista ao trecho da entrevista: