Nesta quinta-feira (3), o candidato ao senado, Marcelo Santtana (DC), participou da Sabatina da Salvador FM, no programa Ligação Direta, apresentado por Alex Silvestre e Vitor Castro.
O candidato defendeu o endurecimento das regras nas universidades públicas e afirmou que estudantes que não levarem a formação acadêmica a sério não devem permanecer ocupando vagas custeadas pela sociedade. Durante a entrevista, porém, também chamou atenção ao abordar o sistema de cotas e afirmar que vem refletindo sobre a política de reserva de vagas.
Segundo ele, ainda não há uma proposta concreta sobre o tema, mas a discussão faz parte de suas reflexões. O candidato afirmou que a população afrodescendente deve ser tratada com respeito, mas criticou o que classificou como “vitimismo” relacionado à questão racial.
“Não que eu ache que as cotas são um desrespeito, mas não se pode ter vitimismo com essa questão racial”, afirmou.
Candidato critica divisão da sociedade
Na avaliação do candidato, estudantes negros, brancos, pardos e indígenas possuem a mesma capacidade. Ele também questionou políticas que, segundo sua visão, podem dividir a sociedade com base em características como cor da pele e religião.
“Eu acho que a mesma capacidade que um aluno negro tem, um aluno branco tem, o aluno indígena tem, o aluno pardo tem. Então, eu acho que essa questão de dividir a sociedade por cor da pele, por religião, é muito complicada”, declarou.
A fala ocorreu durante uma entrevista em que o candidato também defendeu regras mais rígidas nas universidades públicas. Questionado sobre uma proposta que prevê a perda da vaga para estudantes que deixem de frequentar dois semestres consecutivos, ele reconheceu as dificuldades enfrentadas por alunos que trabalham, têm filhos ou precisam enfrentar longos deslocamentos para estudar.
Apesar disso, argumentou que as universidades devem ser espaços voltados prioritariamente para a educação e defendeu maior disciplina no ambiente acadêmico. Segundo o candidato, comportamentos como agressões contra professores, uso de drogas e atividades político-partidárias não deveriam comprometer o funcionamento das instituições.
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