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Não queremos intervir nas forças estaduais, diz Lewandowski à CNN

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em entrevista exclusiva ao CNN 360° (segunda a sexta, 15h), explicou os detalhes da proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa aprimorar a atuação do Estado na segurança pública brasileira. A iniciativa busca modernizar o arcabouço constitucional do setor, inalterado desde 1988.

Lewandowski enfatizou que o objetivo principal da PEC é permitir que a União estabeleça diretrizes gerais para a segurança pública e o sistema prisional, similar ao que já ocorre nas áreas de saúde e educação. “Nós não temos a menor pretensão de intervir nas forças locais, seja na Polícia Civil seja na Polícia Militar e muito menos nas guardas municipais”, afirmou o ministro.

Integração e coesão do sistema de segurança

A proposta visa dar maior coesão ao sistema de segurança pública, considerando o desenvolvimento das organizações criminosas. Lewandowski destacou a necessidade de integração entre as 27 forças de segurança dos entes federados e as potenciais 5.600 guardas municipais: “O que nós não podemos é permitir que cada uma dessas forças atue de forma separada”.

A PEC também prevê a criação de um fundo para garantir recursos que “irriguem” o sistema nos três níveis político-administrativos da Federação. O ministro ressaltou que o projeto ainda está em fase inicial, submetido à análise do presidente da República, e que o objetivo é iniciar uma discussão nacional sobre o tema.

Constitucionalização do SUSP

Um ponto importante da proposta é a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), previsto desde 2018, mas cuja implementação está atrasada. Ao elevar o SUSP ao status constitucional, a PEC busca garantir que futuros governos federais não se furtem a atuar diretamente na segurança pública.

Lewandowski concluiu afirmando que a proposta visa modernizar a forma como o Brasil lida com a segurança pública, adaptando-a às mudanças ocorridas nos últimos 35 anos. A iniciativa promete ser um marco na evolução das políticas de segurança do país, buscando um equilíbrio entre a coordenação federal e a autonomia das forças locais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais

(Publicado por Raphael Bueno, da CNN Brasil)

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