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MP-BA quer que Bruno Reis exonere filha de secretário de cargo comissionado

Desde agosto de 2023, Adriana Coelho Correia ocupa o cargo de assessora especial na Presidência da Empresa Salvador Turismo (Saltur). Nesta sexta-feira (8), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) expediu uma recomendação em que pede ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), e ao presidente da Saltur, Isaac Edington, que promovam o desligamento de Adriana do cargo comissionado.

O motivo do pedido do MP-BA é que Adriana Carreira é filha do secretário da Casa Civil, Luiz Carreira. No entendimento do órgão ministerial, a nomeação da advogada para o cargo de assessoria configura nepotismo. O ato foi publicado no Diário Oficial da Justiça.

Conforme consulta feita pela reportagem do Portal Salvador FM ao Portal da Transparência do Município de Salvador, o salário bruto de Adriana Carreira é de R$ 24,6 mil. Após descontos, a remuneração líquida é de R$ 18 mil.

Moralidade

A recomendação do MP-BA é assinada pela promotora de Justiça substituta Clarissa Diniz Guerra de Andrade Sena, da Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa e do Patrimônio Público.

Clarissa Sena explicou que a Saltur é uma empresa pública vinculada diretamente ao gabinete do prefeito Bruno Reis.

“Há, de maneira objetiva e inconteste, relação de parentesco entre a pessoa nomeada [Adriana Carreira], e Luiz Antônio Vasconcellos Carreira, que é ocupante do cargo de chefe da Casa Civil da Prefeitura de Salvador, exercendo, por isto, ascendência hierárquica sobre a autoridade nomeante, o gestor da Empresa Salvador Turismo – Saltur”, contextualizou a promotora de Justiça

Ela também ressaltou que o nepotismo representa quebra dos deveres de “probidade, lealdade, legalidade, eficiência, impessoalidade, igualdade e concurso público, dentre tantos outros” e constitui afronta à legislação em vigor no país.

A promotora de Justiça deu o prazo de 20 dias para que Bruno Reis e Isaac Edington apresentem manifestação a respeito do cumprimento da recomendação.

“O não acatamento da presente [recomendação] poderá implicar na adoção das medidas extrajudiciais e judiciais a cargo do Ministério Público”, alertou Clarissa Sena

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