A paralisação nacional de entregadores por aplicativos, conhecida como “Breque Geral dos Apps”, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (1º), em Salvador. Motociclistas que não aderiram ao movimento denunciam que estariam sendo coagidos e impedidos de continuar trabalhando durante as mobilizações.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram motociclistas abordando outros trabalhadores que decidiram não participar da paralisação. De acordo com as denúncias, alguns entregadores estariam sendo pressionados a interromper as corridas e entregas.
Ademais, as imagens mostram situações em que motociclistas teriam retirado pedidos de colegas, exigido o desligamento dos aplicativos e tentado impedir que os trabalhadores continuassem realizando entregas.
Motoboy puxa faca durante abordagem
Em um dos registros que circulam nas redes sociais, a tensão aumenta durante uma abordagem. Um motociclista que teria sido cercado por pessoas que tentavam impedir que ele continuasse trabalhando puxa uma faca, alegando que estava se defendendo da situação.
Greve tem reivindicações nacionais
A saber, entre as principais reivindicações do movimento estão o pagamento de R$ 10 como taxa mínima para corridas curtas, a cobrança de R$ 2,50 por quilômetro rodado para motociclistas e críticas a modalidades que, segundo os trabalhadores, reduzem os ganhos reais.
Os entregadores também reivindicam mais transparência nos critérios utilizados pelas plataformas para bloqueios e suspensões de contas.
Em Salvador, o movimento foi convocado pelo coletivo Família Motoboy SSA e teve início previsto para as 9h. Enquanto parte da categoria aderiu à paralisação, vídeos mostrando abordagens e momentos de tensão envolvendo trabalhadores que decidiram continuar nas ruas passaram a repercutir nas redes sociais.