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Morre Gileno Felix, compositor de ‘Me Abraça e Me Beija’, aos 73 anos

A cultura baiana perdeu nesta segunda-feira, 20, um de seus nomes mais multifacetados. Morreu, aos 73 anos, o compositor, escritor, poeta, artista plástico e advogado Gileno de Oliveira Felix, reconhecido por uma trajetória marcada pela atuação simultânea nas artes e no Direito.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da morte, nem detalhes referentes ao velório e ao sepultamento.

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Em comunicado divulgado nesta segunda, os familiares destacaram o legado construído pelo artista ao longo de décadas. “O legado de Gileno Felix segue vivo por meio de seus filhos, de seus netos e de sua imortal contribuição à arte”, afirmou a família.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA) também manifestou pesar pelo falecimento de Gileno Felix. Em nota, a entidade ressaltou a relevância da trajetória do advogado e sua contribuição para diferentes áreas da cultura.

Segundo a OAB-BA, Gileno conseguiu conciliar a advocacia com a produção artística, deixando um legado na música, na literatura, nas artes plásticas e no universo jurídico.

A instituição também prestou solidariedade aos filhos Amon Pedreira Felix, Elie Pedreira Felix e Clarissa Cunha Felix, todos advogados, desejando força aos familiares, amigos e colegas neste momento de luto.

Quem foi Gileno

Natural de Salinas da Margarida, no Recôncavo Baiano, ele construiu uma carreira que atravessou diferentes linguagens culturais e deixou contribuições importantes para a música brasileira.

Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Gileno exerceu a advocacia durante toda a vida, ao mesmo tempo em que desenvolvia intensa produção artística. Seu trabalho ganhou projeção nacional principalmente por meio da composição “Me Abraça e Me Beija“, escrita em parceria com o cantor Lazzo Matumbi e gravada por diversos artistas.

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Ao longo da carreira, suas músicas foram interpretadas por nomes como Jimmy Cliff, Luiz Melodia, Margareth Menezes e o próprio Lazzo Matumbi, ampliando o alcance de sua obra para além da Bahia. Paralelamente, também se destacou como escritor, com a publicação de livros, além de desenvolver trabalhos nas artes plásticas e na poesia.

Além da produção cultural, Gileno era reconhecido pela atuação jurídica e pela influência exercida dentro da própria família. Ele deixa a esposa, Vandalice Pedreira, oficiala de Justiça do Trabalho, e cinco filhos: o delegado da Polícia Civil da Bahia Gil Ricardo Cunha Felix; a professora e mestre em Direito Clarissa Cunha Felix; os advogados Amon Pedreira Felix e Elie Pedreira Felix; e a cantora Aiace.

Legado na cultura baiana

Reconhecido por transitar entre diferentes áreas do conhecimento, Gileno Felix construiu uma obra marcada pela diversidade. Seja na música, na literatura, na pintura ou na advocacia, sua trajetória ficou associada à valorização da cultura baiana e da produção intelectual do estado.

Sua morte representa a despedida de um artista que soube unir criatividade e compromisso profissional, deixando uma contribuição que permanece presente em suas composições, livros e demais trabalhos.



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