O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não poderá receber o presidente da Argentina, Javier Milei, durante a passagem do argentino pelo Brasil. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido feito pela defesa para liberar a visita, marcada para o dia 25 de julho.
A decisão ocorre após novas medidas impostas a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Com as restrições determinadas pelo STF, o ex-presidente está autorizado a receber apenas advogados, médicos e fisioterapeutas em sua residência.
A defesa de Bolsonaro tentou obter uma autorização específica para o encontro com Milei, mas o pedido foi negado por Moraes. O ministro considerou que as regras impostas após o episódio envolvendo uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro continuam válidas.
O documento, escrito por Jair Bolsonaro e lido pelo filho durante uma transmissão nas redes sociais, tinha conteúdo político-eleitoral. Os advogados do ex-presidente afirmaram que ele não tinha conhecimento de que a carta seria publicada, mas o argumento não foi aceito pelo ministro.
Milei virá ao Brasil para participar da convenção nacional do PL e manifestar apoio ao lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. A visita do argentino vinha sendo organizada desde a semana passada.
A comitiva de Milei deve incluir o chanceler argentino Pablo Quirno, a secretária-geral da Presidência e irmã do presidente, Karina Milei, além do intérprete Enrique Luis de Boero Baby.