O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), espera a manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de definir se a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro será mantida ou prorrogada.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu prazo de 48 horas para analisar as circunstâncias envolvendo a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro e informar se o episódio configura possível descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
Após a manifestação da PGR, a defesa de Bolsonaro também terá 48 horas para apresentar seus argumentos. Somente depois de ouvir ambas as partes, Moraes decidirá se houve violação das determinações judiciais e se haverá alteração nas condições da prisão domiciliar.
Bolsonaro completou 90 dias em prisão domiciliar na última quarta-feira (24). A análise do caso foi motivada por um episódio ocorrido na madrugada de 15 de junho, quando uma arma registrada em seu nome foi encontrada durante uma blitz realizada em Brasília.
Segundo informações da investigação, o armamento estava dentro do veículo utilizado por um dos militares responsáveis pela segurança do ex-presidente. O caso passou a ser avaliado pelas autoridades para verificar se a situação pode ter impacto nas medidas cautelares atualmente em vigor.