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Messi desafia o passado no palco de sua pior dor pela Argentina

O atacante argentino Lionel Messi pode garantir sua segunda Copa do Mundo neste domingo, 19, mais de dez anos depois de ter anunciado sua “aposentadoria” da alviceleste.

Amanhã, a equipe enfrenta a Espanha pela final da competição, às 16h (horário de Brasília), no estádio MetLife, em Nova York/Nova Jersey. Será a segunda final consecutiva do craque, que conquistou o torneio em 2022, após bater a França nos pênaltis, em um jogo eletrizante.

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Frustração em campo

Porém, a história atual tinha tudo para ser diferente. Em 2016, após mais uma decepção com a seleção nacional — derrota para o Chile na final da Copa América Centenário —, Messi anunciou que não jogaria mais pela equipe.

“No vestiário, pensei que acabou para mim a seleção. Para o bem de todos, por mim e por todos”, disse Messi, na ocasião. A decisão do atleta — que dois anos antes havia perdido, na sequência, uma Copa do Mundo e outra Copa América — gerou uma grande comoção nacional.

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O aviso veio, além das derrotas em campo, após muita pressão da imprensa e da torcida por uma suposta falta de identificação com a camisa da seleção. Porém, o adeus durou pouco tempo: cerca de um mês e meio.

Redenção dentro das quatro linhas

O retorno de Messi à equipe argentina, por incrível que pareça, acabou mudando o patamar da equipe. Mesmo com as quedas no Mundial de 2018 e na Copa América de 2019, a redenção dele e dos companheiros começou em outra Copa América, a de 2021.

Na final, após bater o Brasil por 1×0, em pleno Maracanã, a Argentina — e Messi — garantiram a confiança necessária para buscar o tricampeonato mundial no ano seguinte. Nesse período ainda houve a conquista da Finalíssima, com uma goleada de 3 a 0 sobre a Itália, e mais uma Copa América, em 2024.

Palco da final foi local da despedida

O MetLife Stadium, local da final de amanhã, foi justamente o espaço onde Lionel Messi tomou a decisão de se despedir da seleção nacional.

Naquela partida contra o Chile, no dia 26 de junho de 2016, os argentinos foram superados pelo Chile, por 4 a 2. Responsável por abrir as cobranças, Messi mandou por cima do travessão do gol defendido por Claudio Bravo.



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