Mesmo preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, o ex-banqueiro e fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, pode ser incluído em uma lista recém-criada pela Interpol.
A corporação estuda inserir o executivo na lista de difusão prateada da polícia internacional, uma ferramenta recém-criada para rastrear bens e ativos de criminosos fora do país.
A iniciativa já chegou a ser discutida com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, segundo o Valor — a PF considera que a ferramenta deve ser importante no esforço de rastrear os bens do ex-banqueiro.
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Além disso, a PF já teria sinalizado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o interesse de rastrear os bens de Vorcaro internacionalmente por meio de cooperação com outros países.
No entanto, até agora, nenhum pedido formal ainda foi apresentado. A PF vem buscando rastrear os bens de Vorcaro e seu grupo criminoso com o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.
O que é difusão prateada da Interpol?
A difusão prateada é uma iniciativa criada em 2025 e que ainda está em fase piloto. Nesse modelo, a Polícia Federal pediria a inclusão de Vorcaro na lista, indicando em quais países os investigadores suspeitam que ele possui bens.
A partir dela, as autoridades dos países-membros vão atrás de bens da pessoa indicada. A depender das regras de cada país, se for encontrado algo, as autoridades locais podem comunicar de volta a localização do bem ou ativo ou mesmo já efetuar um bloqueio deles.
O pedido de inclusão, contudo, precisaria ser autorizado pelo ministro André Mendonça, tal qual ocorre com a difusão vermelha, que é a relação de ordens de prisão para criminosos em outros países.