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Menos de um ano após vencer o PSG, Botafogo cai para a Chapecoense e escancara crise

Campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2024, o clube vive turbulência esportiva e política e acaba eliminado precocemente da Copa do Brasil pela Chapecoense

Do time que encantou o continente, venceu o PSG no Mundial de Clubes e parecia ter encontrado um caminho definitivo rumo à elite global, sobrou pouco na Arena Condá. Nesta quinta-feira (14/5), o Botafogo foi derrotado por 2 a 0 pela Chapecoense e deu adeus à Copa do Brasil em meio a um ambiente de pressão crescente, instabilidade esportiva e desgaste nos bastidores da SAF comandada por John Textor.

O contraste chama atenção pela velocidade com que o cenário mudou. Em 2024, o Botafogo conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro, encerrou jejuns históricos e se transformou em símbolo do avanço das SAFs no futebol nacional. Poucos meses depois, porém, o clube acumula instabilidade esportiva, crises internas e atuações distantes da equipe intensa e dominante que marcou a última temporada. A eliminação para a Chapecoense aprofundou ainda mais essa sensação.

Veja as fotos

Botafogo iniciou a partida com Léo Linck; Ponte, Bastos e Barboza; Vitinho, Danilo, Newton e Alex Telles; Barrera, Matheus Martins e Montoro.Vitor Silva/Botafogo

Vítor Silva/Botafogo

O argentino Álvaro Montoro, novo camisa 10 do Botafogo, também foi destaque.Vítor Silva/Botafogo

John Textor junto a taça do Brasileirão de 2024 (Victor Silva/Botafogo)

John Textor junto a taça do Brasileirão de 2024 (Victor Silva/Botafogo)John Textor junto a taça do Brasileirão de 2024 (Victor Silva/Botafogo)


Queda em Santa Catarina

O Botafogo iniciou a partida controlando a posse de bola e criando as primeiras oportunidades, principalmente com Júnior Santos. Até os 19 minutos, a Chapecoense praticamente não havia atacado. No primeiro avanço perigoso, porém, Marcinho abriu o placar após jogada construída por Ênio pelo meio.

O gol alterou completamente o panorama do confronto. A Chapecoense passou a encontrar mais espaços e cresceu na partida, enquanto o Botafogo demonstrava dificuldade para reagir emocionalmente. Ainda no primeiro tempo, Arthur Cabral acertou a trave na melhor chance alvinegra. No último lance antes do intervalo, Bolasie ampliou de cabeça e colocou os catarinenses em vantagem confortável no agregado.

Na etapa final, o time carioca teve mais posse, pressionou nos minutos finais e empilhou cruzamentos para a área, mas voltou a apresentar problemas ofensivos e pouca criatividade. O goleiro Anderson fez grandes defesas nos acréscimos antes de Joaquín Correa e Kadir desperdiçarem chances claras praticamente dentro da pequena área. A Chapecoense ainda teve um terceiro gol anulado antes do apito final, que confirmou a classificação catarinense.

Da euforia à turbulência

A eliminação acontece em um momento delicado da SAF de John Textor. Nos últimos meses, o Botafogo passou a conviver com questionamentos envolvendo o modelo multiclubes da Eagle Football, disputas judiciais e desgastes financeiros ligados ao Lyon. O clube francês chegou a divulgar, em relatório oficial, cifras milionárias relacionadas ao Botafogo e apontou problemas envolvendo garantias assinadas por Textor em operações do grupo.

Dentro de campo, o clube também perdeu parte da consistência construída na temporada passada. A equipe mudou peças importantes, alternou momentos de irregularidade e ainda não conseguiu repetir o desempenho dominante que levou às conquistas de 2024.

O cenário ganha contornos ainda mais curiosos quando comparado ao contexto internacional. Há menos de um ano, o Botafogo derrotava o PSG no Mundial de Clubes em uma das vitórias mais simbólicas de sua história recente. Agora, enquanto o clube francês chega novamente à final da Champions League como favorito ao bicampeonato europeu, o time carioca cai diante de uma Chapecoense que atualmente disputa a Série B do Campeonato Brasileiro e tenta reconstruir sua estabilidade esportiva após anos marcados por dificuldades financeiras, mudanças estruturais e oscilações nacionais.

Entre a crise e a Copa

Mesmo em meio ao momento turbulento, o volante Danilo segue como um dos poucos destaques individuais da equipe. O jogador continua sendo observado de perto pela comissão de Carlo Ancelotti e aparece como candidato a uma vaga na lista final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026.

Agora fora da Copa do Brasil, o Botafogo tenta reorganizar a temporada nas disputas do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana. O próximo compromisso será contra o Corinthians, no Nilton Santos, antes da viagem para enfrentar o Independiente Petrolero pela competição continental.

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