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Médica presa por suspeita de fraude de R$ 27 milhões deixa a prisão após pagar fiança

A médica Olívia Paroschi Jafarfoi solta neste sábado, 18, após pagar fiança, depois de permanecer presa por mais de dez dias.

Ela é investigada por suposta participação em um esquema que teria desviado R$ 27 milhões por meio da venda de livros para prefeituras de Mato Grosso do Sul. A defesa confirmou a soltura, mas não informou o valor da fiança.

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Como medidas cautelares, a Justiça determinou que Olívia

  • use tornozeleira eletrônica;
  • compareça sempre que for convocada;
  • não mantenha contato com familiares que continuam presos.

Operação Gutenberg

A médica foi presa durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Também foram alvos da operação a mãe dela, Rossana Paroschi Jafar, apontada como líder do grupo, e os irmãos Felipe e Giovanni Paroschi Jafar, que seguem presos. Outros investigados também tiveram mandados de prisão cumpridos, enquanto um dos suspeitos permanece foragido.

Segundo o Ministério Público, a organização utilizava a regulação de vagas do SUS como forma de pressionar prefeituras a contratar a Editora Avante para a compra de livros paradidáticos. O esquema teria movimentado cerca de R$ 27 milhões entre 2022 e 2024.

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Investigações

As investigações apontam que o grupo orientava gestores municipais sobre como direcionar licitações e justificar contratações sem concorrência. O coordenador de regulação da Secretaria de Estado de Saúde, Ed Carlo Britto Burgatt, também é investigado por, supostamente, favorecer ou prejudicar municípios conforme os interesses da organização.

O que diz a defesa da médica?

Em nota, a defesa de Olívia afirmou que a Justiça reconheceu que ela não fazia parte do núcleo de comando da suposta organização criminosa, motivo que levou à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.

Os advogados sustentam ainda que a médica sempre atuou exclusivamente na profissão, não exercia funções de gestão nas empresas investigadas e que o contrato dela com a Santa Casa se refere apenas à prestação de serviços médicos, sem relação com os fatos apurados.



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