A ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alertou para o que considera riscos à democracia brasileira caso o candidato não vença o segundo turno, marcado para este domingo, 25. A declaração foi feita neste sábado, 24, durante a live de 24 horas organizada em apoio à candidatura petista.
Na transmissão, Margareth afirmou que considera fundamental a continuidade do atual governo e destacou a importância da mobilização popular na reta final da campanha de Lula.
“É impensável a gente perder toda a possibilidade de continuar no sistema democrático”, declarou a ministra, ao mencionar o período da ditadura militar no Brasil e as violações de direitos humanos ocorridas naquele contexto.
A titular da Cultura também criticou a aproximação de setores políticos brasileiros com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ela, o país precisa preservar sua soberania e evitar posicionamentos que, em sua avaliação, coloquem os interesses nacionais em segundo plano.
Ministra destaca mobilização nas redes sociais
Margareth Menezes elogiou a iniciativa da transmissão e destacou a participação de pessoas de diferentes regiões do país na mobilização digital em favor de Lula. Ela também agradeceu ao deputado federal André Janones (Avante-MG), a quem atribuiu contribuição para a organização da campanha nas redes sociais.
A ministra afirmou que acompanha a mobilização desde o início, após o primeiro turno, e disse ter observado o crescimento da participação popular.
“Hoje os estudantes também, por todo o Brasil. A gente tem que acreditar na esperança, sim. A gente pode, sim, ter um país com mais amor, com mais fraternidade, com mais justiça”, afirmou.
Segundo Margareth, o ambiente digital ainda representa um desafio para parte da população, mas tem se tornado uma ferramenta importante para a organização política e a circulação de informações durante a campanha.
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Margareth relembra impactos na cultura durante governo Bolsonaro
A ministra também criticou a condução das políticas culturais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ela, o setor enfrentou dificuldades e ficou sem o apoio necessário em um período de crise.
Margareth relatou ter visto músicos, artistas e outros profissionais da área enfrentarem dificuldades para garantir a própria alimentação durante aquele período.
“Eu vi pessoas que trabalhavam no cenário, músicos, artistas, pessoas pedindo comida, pedindo comida mesmo para sobreviver”, afirmou.
Ela defendeu a continuidade das políticas culturais implementadas na gestão Lula e criticou propostas que, em sua avaliação, podem comprometer o financiamento da área.
Ministra critica propostas econômicas e defende investimentos
Durante a transmissão, Margareth também criticou propostas de privatização e a venda de refinarias da Petrobras. Para ela, o Brasil precisa ampliar sua capacidade de produção e refino de petróleo, além de manter investimentos em educação, universidades e pesquisa científica.
A ministra argumentou que o país tem potencial para desenvolver tecnologia e ampliar sua participação na economia global, desde que haja oportunidades e investimentos.
Ao defender a continuidade do governo Lula, ela citou ainda políticas sociais, a abertura de mercados internacionais e as perspectivas econômicas para o Brasil.
“É um passo para frente. A gente precisa continuar caminhando para frente, Brasil”, declarou.
Ao final de sua participação, Margareth reforçou o apoio à candidatura de Lula e afirmou que o presidente tem uma trajetória de dedicação à população brasileira.