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Marcelo Carvalho (Rede) defende diálogo no Senado

O candidato ao Senado Marcelo Carvalho (Rede) afirmou que pretende manter diálogo com diferentes forças políticas caso seja eleito e disse estar preparado para conviver com partidos maiores no Congresso Nacional. Durante entrevista ao programa Toda Hora, da Salvador FM, nesta quarta-feira (2), ele destacou sua experiência no movimento sindical como exemplo de sua capacidade de negociação.

“Se a gente tiver o mandato e nós vamos ter o mandato, eu sei que vou ter que sentar à mesa”, afirmou Carvalho, ao explicar como pretende atuar no Senado.

Segundo o candidato, sua trajetória sindical o acostumou a dialogar com parlamentares de diferentes partidos e posições ideológicas. Ele contou que, durante sua atuação na União Geral dos Trabalhadores (UGT), foi escalado para conversar com deputados federais em Brasília.

“Eu sempre fui escalado nacionalmente para dialogar com todos os deputados federais com nossa central sindical pela UGT”, disse.

Como exemplo dessa atuação, Carvalho citou o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo ele, participou das discussões que ajudaram a construir o texto aprovado na Câmara Federal e destacou a atuação do deputado Léo Prates como relator da proposta. “Olha como a democracia é muito incrível: você senta com todos eles para debater temas”, afirmou.

O candidato também aproveitou a entrevista para questionar o cenário apontado pelas pesquisas eleitorais. Segundo ele, uma parcela expressiva dos eleitores ainda não conhece os candidatos ao Senado, o que poderia provocar mudanças significativas durante a campanha.

“Vinte e dois por cento não conhecem os candidatos ao Senado. Então, quem está lá em cima com 20% pode simplesmente virar o último”, provocou.

Carvalho afirmou que a eleição ainda está aberta e pediu que os eleitores façam uma escolha independente dos cenários apresentados pelas pesquisas.“Se você acordar, se você tiver o voto livre ao Senado, você pode transformar a política no estado da Bahia e nacionalmente também”, declarou.

O candidato disse ainda que pretende defender no Congresso propostas relacionadas à saúde, habitação, moradia, segurança alimentar, agricultura familiar e regularização de terras. “Tem muita coisa a ser feita. Só não pode acontecer novamente a falácia. São falácias que são ditas o tempo inteiro e que não resolvem”, criticou.

Ao falar sobre a ponte Salvador-Itaparica, Carvalho defendeu a construção do empreendimento, mas afirmou que o projeto precisa considerar os impactos sobre comunidades tradicionais e ser acompanhado de diálogo com as populações afetadas.

“A ponte Salvador-Itaparica precisa e deve acontecer para o nosso estado, para o desenvolvimento econômico, mas ela não pode ser uma ponte também que passe por cima de 12 terreiros”, afirmou.

Carvalho também citou comunidades ciganas que, segundo ele, poderiam ser afetadas pelo projeto e disse possuir relatórios do Ministério Público sobre o assunto. “Tem que ter um diálogo mais próximo”, defendeu.

Para o candidato, um eventual mandato no Senado deverá combinar capacidade de negociação com independência para defender pautas que considera prioritárias para a Bahia. “Eu sei que vou ter que sentar à mesa” com diferentes grupos, reforçou Carvalho”, finalizou.

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