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Mal-estar de Alex Escobar acende alerta para queda de pressão; entenda o problema

O mal-estar sofrido pelo apresentador e comentarista Alex Escobar durante uma transmissão ao vivo chamou a atenção para um problema que pode se tornar mais frequente em períodos de temperaturas elevadas: a queda brusca da pressão arterial.

Durante participação no programa Encontro com Patrícia Poeta, da TV Globo, Escobar apresentou:

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  • dificuldade para concluir frases;
  • repetiu palavras;
  • precisou fazer pausas enquanto falava.

Em nota, a emissora informou que o apresentador teve um “pico de pressão” provocado pelas altas temperaturas registradas nos Estados Unidos, onde acompanha a Copa do Mundo.

O que pode ter acontecido?

Especialistas explicam que o calor intenso pode provocar alterações no sistema cardiovascular. Segundo a Associação Americana do Coração (AHA), a exposição a eventos térmicos extremos influencia diretamente a pressão arterial. Enquanto o frio tende a elevar a pressão, o calor favorece sua redução e pode causar episódios de hipotensão e instabilidade ortostática.

O cardiologista Rodrigo Pinto Pedrosa, diretor financeiro do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da Universidade de Pernambuco (UPE), explica que as altas temperaturas “provocam a dilatação dos vasos sanguíneos e aumentam a perda de líquidos pelo suor, fatores que podem reduzir a pressão arterial, principalmente quando há desidratação”, disse em entrevista à Veja.

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Sintomas

Os sintomas variam de acordo com cada pessoa, mas podem incluir:

  • tontura;
  • dor de cabeça;
  • falta de ar;
  • visão turva;
  • confusão mental;
  • sensação de atordoamento;
  • fraqueza.

Em alguns casos, a queda de pressão pode ocorrer sem apresentar sinais aparentes.

Para reduzir os riscos, a recomendação é manter uma boa hidratação, evitar exposição prolongada ao sol, diminuir atividades físicas nos horários mais quentes do dia, utilizar roupas leves e monitorar a pressão arterial, especialmente entre pessoas com hipertensão ou doenças cardiovasculares.

Caso os sintomas persistam ou se intensifiquem, a orientação é procurar atendimento médico.

Calor extremo aumenta riscos cardiovasculares

Além do desconforto provocado pela queda de pressão, o estresse térmico pode desencadear complicações mais graves. De acordo com a Associação Americana do Coração, temperaturas muito altas ou muito baixas estão associadas ao aumento de casos de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e descompensação de doenças cardíacas, podendo inclusive levar à morte.

A entidade estima que cerca de 9,4% das mortes registradas no mundo estejam relacionadas à exposição a temperaturas consideradas inadequadas, reforçando a importância de medidas de prevenção durante períodos de calor intenso.



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