Mãe relatou que a situação é desesperadora, pois os medicamentos Fluoxetina e Risperidona, são de uso contínuo e essenciais para o tratamento das crianças com neurodiversidade.
Um grupo de mães atípicas da cidade de Camaçari, entrou em contato com o programa Bahia No Ar, para denunciar a falta de medicamentos de uso controlado há mais de quatro meses, na Farmácia 24h, que é administrada pela Secretaria de Saúde, do município,
Na manhã desta quarta-feira, (21), durante o programa apresentado pelo radialista Roque Santos, uma mãe de prenome Inara, que reside no Parque Verde I, relatou que a situação é desesperadora, pois esses medicamentos a exemplo do Fluoxetina e do Risperidona, são de uso contínuo e essenciais para o tratamento das crianças com neurodiversidade.
“É fundamental a continuidade do tratamento. Um mês sem medicamento, atrasa todo o desempenho que um paciente teve durante um ano. Até quando a inclusão em Camaçari vai ser retida? “,questionou.
Na oportunidade, ela relatou que muitas famílias estão tendo sérios problemas, porque sem os remédios algumas crianças estão tendo crises muito fortes, algumas chegam a agredir os pais e até a se mutilarem. Algumas mães conseguem comprar na rede privada, com ajuda de outras mães que fazem vaquinha para somar no valor. Entretanto, outra preocupação é que o preço das medicações aumente por conta da demanda que está alta, inclusive as farmácias já estão informando sobre esta possibilidade.
“Nós recebemos um salário mínimo e não dar para nada. Tem mãe que mora de aluguel, tem outros gastos também com água e luz, vai sobrar o quê?”, disse.
Inara disse que as mães já se reuniram com a Secretaria de Saúde e na ocasião foi prometido que os remédios iam chegar, mas foi dito também, que o município estava sem farmacêutico para liberar essas medicações e que a gestão estava em busca desse profissional, o que parece não ter acontecido, tendo em vista, que a situação permanece da mesma forma.
Além da da falta de remédios, a ouvinte também denunciou a falta de atendimento terapêutico no município. Segundo ela, o Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual (CER II) não está ofertando atendimento de terapia e nem o Centro De Atenção Psicossocial Infantil (CAPSI) atendimento psiquiátrico para este público. Outro problema também apontado é a falta de transporte público, que obriga as mães a gastarem para se deslocarem e quando não têm dinheiro para pagar o transporte por aplicativo, muitas saem a pé, independente da distância, para levar que os filhos não fiquem sem o atendimento.
Durante o programa, outras mães atípicas também participaram, reafirmaram as necessidades e pediram solução. O radialista Roque Santos, tentou contato com a secretária da pasta da saúde, Rosângela Oliveira, mas não obteve nenhum retorno.