Rogéria Bolsonaro, mãe do ex-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), gravou um vídeo nas redes sociais lamentando a ida do filho para os Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais. Em publicação nesta quarta-feira, 28, ela afirmou que seu “coração está sangrando” e declarou que Flávio foi “obrigado a deixar o Brasil” após ser alvo do que classificou como perseguições.
Durante o pronunciamento, Rogéria lembrou que o senador é seu segundo filho a se mudar para os Estados Unidos, citando indiretamente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está no país norte-americano desde fevereiro de 2025. Em junho deste ano, o ex-parlamentar foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação.
“Meu coração sangra — graças a Deus, que é um coração forte — por mais um filho que se vê obrigado a deixar sua pátria amada por causa de perseguições injustas, descabidas e arbitrárias. Agora são quatro netos que estarei privada de acompanhar de perto o crescimento, comemorarmos juntos suas vitórias e conquistas e confortar nas horas difíceis. […] Eu repito sempre que meus filhos são a minha vida. Amo vocês demais da conta. A distância nos separa, porém o amor nos une”, afirmou Rogéria.
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A rota até os EUA
Após quase quatro horas de voo no último trecho, a aeronave que levava o senador Flávio Bolsonaro e sua família pousou nos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira, 28. O desembarque ocorreu por volta das 10h23 (horário de Brasília), no Aeroporto Opa-locka Executive, na região metropolitana de Miami.
O deslocamento do candidato derrotado à Presidência começou por via terrestre a partir da fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, na Argentina. Na cidade argentina, o parlamentar embarcou em um voo em direção a Guayaquil, no Equador, onde fez uma escala técnica antes de partir, por volta das 6h22 (horário de Brasília), rumo à Flórida.
Suposta articulação externa
O advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), declarou nas redes sociais que a viagem do ex-presidenciável teria sido articulada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
“O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, afirmou Levy em publicação no X (antigo Twitter).
Antes do desembarque de Flávio no exterior, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas. A medida cautelar foi decretada após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro de que o irmão deveria deixar o país em caso de derrota no segundo turno.