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Mãe de coreógrafo executado dentro de casa faz apelo por justiça: “perdi meu amigo”

A morte do coreógrafo Jhonata Carlos Gonzaga Estrela Gomes, de 36 anos, executado a tiros dentro de casa na última sexta-feira (7), no bairro de Itapuã, em Salvador, comoveu familiares, amigos e integrantes de projetos sociais da região. Em entrevista à Record Bahia, a mãe dele fez um relato emocionado e cobrou justiça pelo crime.

Conhecido como John, ele era porteiro de uma escola, motorista por aplicativo e coreógrafo de quadrilha junina, atividade que desenvolvia há anos ao lado da mãe em projetos sociais com crianças e jovens da comunidade. Segundo a família, ele não tinha envolvimento com a criminalidade.

De acordo com o relato, homens armados invadiram a casa onde ele morava com a esposa. Ao perceber a ação, o casal tentou fugir pela janela, mas Jhonata acabou alcançado pelos criminosos e foi executado com vários disparos.

Busca por Justiça

“Perdi meu filho e meu amigo cruelmente. Eu não tenho muita coisa a falar, só quero pedir justiça para uma pessoa trabalhadora, amiga, que era amante da festa junina. Todo mundo conhecia ele […] Eu ensinei meu filho a ser uma pessoa do bem, religiosa, firme, sem fazer mal a ninguém. Tudo que ele ia fazer, perguntava: ‘Minha mãe, a senhora acha que eu devo fazer isso? A senhora acha que devo fazer assim?’”, disse Ubaldina, muito abalada.

Segundo ela, o coreógrafo havia passado o dia trabalhando e chegou em casa exausto. Quando os criminosos arrombaram a porta, a esposa conseguiu escapar, mas ele, cansado, não conseguiu fugir a tempo.

“A esposa contou que ouviu a porta sendo arrombada. Ele estava meio sonolento, porque tinha ficado mais de oito horas em pé, trabalhando. Chegou em casa muito cansado.
Ela tentou puxar ele. Os dois pularam a janela, mas eles alcançaram meu filho, porque ele estava muito cansado. Foi uma perversidade. Eu não aceito tanta maldade.
Estou com o coração dilacerado, como mãe que criou o filho com amor e respeito pelas pessoas”, contou a mãe.

Investigação

O corpo de Jhonata foi enterrado no último sábado (8), no cemitério Quinta dos Lázaros. A despedida reuniu familiares, amigos, integrantes da quadrilha junina e moradores da região. Jhonata deixou dois filhos, um menino de 8 anos e uma menina de 10, que não estavam na casa no momento do crime. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Um homem já foi preso suspeito de envolvimento na morte.

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