O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu uma estante repleta de livros que leu durante o período em que esteve preso como parte do cenário dos programas eleitorais que serão exibidos durante a campanha presidencial. A informação foi publicada pela colunista Milena Teixeira, do Metrópoles.
Lula passou 580 dias detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, entre abril de 2018 e novembro de 2019. Durante o período, o petista afirmou ter lido mais de 40 livros, entre romances, obras de sociologia, biografias e títulos sobre história e política.
Parte dos vídeos que irão ao ar no horário eleitoral foi gravada por Lula na terça-feira (18/8), em um novo espaço montado no QG da campanha, no Lago Sul, em Brasília. A propaganda eleitoral começa a ser exibida a partir desta sexta-feira (28).
A escolha do cenário busca associar a imagem do presidente ao hábito de leitura e às obras que fizeram parte de sua rotina durante os meses em que esteve preso. Um dos vídeos gravados no local, sobre o fim da chamada “Taxa das Blusinhas”, já foi divulgado pela campanha.
Entre os livros que aparecem na relação de leituras feitas por Lula estão Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves; O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez; e O Último Cabalista de Lisboa, de Richard Zimler.
A lista também reúne títulos como A Elite do Atraso, de Jessé Souza; Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari; A Fome, de Martín Caparrós; O Petróleo, de Daniel Yergin; e Escravidão, de Laurentino Gomes.