O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve abordar, em reunião prevista para esta quinta-feira (7) em Washington, com o presidente dos Estados Unidos, Trump, a situação do empresário brasileiro Ricardo Magro, investigado por suspeitas de fraudes bilionárias no setor de combustíveis.
Magro é apontado como proprietário do grupo Refit, responsável pela refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Segundo investigações da Polícia Federal, ele seria líder de um esquema que envolve sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. O empresário vive em Miami desde a década passada.
De acordo com assessores do governo brasileiro, o tema pode ser tratado dentro de um contexto mais amplo de combate ao crime organizado. A discussão também dialoga com o interesse da Casa Branca em ampliar medidas contra facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que podem vir a ser classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Nos bastidores, a estratégia do Palácio do Planalto é reforçar a imagem de enfrentamento à criminalidade de alto nível, destacando ações voltadas ao combate de esquemas financeiros complexos ligados ao crime organizado.
O grupo Refit já foi alvo de operações da Polícia Federal, incluindo a ação conhecida como Operação Carbono Oculto. Na ocasião, a refinaria de Manguinhos foi interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. As investigações apontam para o uso de empresas de fachada, fundos de investimento e offshores para movimentar recursos ilícitos no mercado de combustíveis.