Durante o primeiro confronto direto no debate presidencial da Band para o segundo turno das Eleições 2026, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cobrou publicamente do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o voto favorável à PEC da Segurança Pública, apresentada pelo Executivo federal ao Congresso Nacional.
Ao avaliar a crise no setor, o petista sustentou que a divisão constitucional de 1988 engessou a atuação da União e que os governos estaduais falharam em conter o avanço do crime organizado e das milícias de forma isolada.
“[Você] Poderia ter votado a emenda que eu mandei para dar ao governo federal as condições de interferir na questão da segurança pública. Todo mundo sabe que a Constituição de 1988 garantiu que a segurança era responsabilidade dos estados, mas os estados fracassaram. Nenhum estado conseguiu resolver o problema sozinho”, disse Lula.
Combate “ao andar de cima”
Em sua fala, Lula ressaltou ter sancionado a lei antifacção e ampliado o tempo de prisão para integrantes de organizações criminosas. O candidato enfatizou que o enfrentamento ao crime não se restringe às periferias, devendo alcançar as estruturas de lavagem de dinheiro.
O presidente anunciou ainda que, assim que a PEC for aprovada e promulgada pelo Senado, criará imediatamente o Ministério da Segurança Pública para coordenar ações integradas entre União, estados e prefeituras.
“Nós vamos atacar o crime organizado da esquina ao andar de cima, porque tem os pobres no território e tem os ricos nos condomínios. Para o trabalhador, para a comunidade, proteção; para o bandido, prisão. Vai ser assim quando aprovar a PEC da Segurança”, disse.