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Lideranças ciganas cobram cumprimento de mandados

A Rede Brasileira dos Povos Ciganos (RBPC) buscou o Portal Salvador FM para cobrar mais rapidez da Polícia Civil da Bahia e do Ministério Público nas investigações sobre o assassinato do cigano Ricardo Marques Cabral, de 34 anos. Segundo a entidade, já se passaram 57 dias desde a expedição dos mandados de prisão contra dois dos principais suspeitos do crime, que continuam foragidos.

De acordo com a Rede Brasileira dos Povos Ciganos (RBPC), Railda Dantas, apontada como suspeita de ser a mandante do homicídio, e o irmão dela, Clóvis Dantas, tiveram mandados de prisão preventiva expedidos no dia 12 de junho, mas ainda não foram localizados. Até o momento, apenas um dos investigados, identificado como Marcelo Xavier, foi preso em uma ação da Polícia Militar.

A entidade afirma que a demora no cumprimento das ordens judiciais tem aumentado a sensação de impunidade entre familiares e integrantes da comunidade cigana.

Advogado cobra respostas das autoridades

O advogado da família de Ricardo, Yago Nascimento, informou que tem cobrado providências da Delegacia Territorial de Olindina, responsável pelo caso, mas afirma não ter obtido retorno considerado satisfatório.

Segundo ele, já foram encaminhados ofícios à Polícia Civil e uma reunião com o Ministério Público foi agendada para discutir o andamento das investigações e cobrar maior celeridade na apuração do crime.

Entidade faz apelo por informações

Diante da permanência dos suspeitos em liberdade, a RBPC lançou um apelo para que a população colabore com informações que possam auxiliar na localização dos investigados.

A entidade orienta que qualquer informação seja repassada pelos canais oficiais das forças de segurança, como o telefone 190, ressaltando que as denúncias podem contribuir para o cumprimento dos mandados de prisão.

Presidente da RBPC critica demora

Em nota, o presidente da Rede Brasileira dos Povos Ciganos, Rogério Ribeiro, criticou a demora no cumprimento dos mandados de prisão e afirmou que a entidade considera insuficiente a atuação das autoridades no caso.

Segundo ele, a RBPC pretende acompanhar as investigações e levar o caso a outras instâncias, caso considere necessário, com o objetivo de cobrar a responsabilização de todos os envolvidos.

Relembre o caso

Ricardo foi morto em uma emboscada considerada premeditada pela investigação. Segundo o presidente da RBPC, a vítima foi atraída para uma emboscada após emprestar R$ 5 mil a Railda Dantas Oliveira, apontada pela Polícia Civil como mandante do assassinato.

O empréstimo foi feito em 19 de março, sendo R$ 2,5 mil transferidos via Pix e outros R$ 2,5 mil entregues em dinheiro. Pelo acordo, Railda deveria quitar uma dívida de R$ 8 mil, valor acrescido de juros de 20%. Ainda conforme o representante da comunidade cigana, no dia do crime, Railda transferiu R$ 7 mil para a esposa de Ricardo e pediu que ele fosse pessoalmente buscar os R$ 1 mil restantes. Ao chegar ao local combinado, o cigano foi morto em uma emboscada.

Após o crime, a Justiça expediu mandados de prisão contra Railda Dantas e Clóvis Dantas, apontados como suspeitos de envolvimento no homicídio.

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