Após a pior campanha da Seleção Brasileira em 36 anos, bastidores da CBF fervem com as denúncias exclusivas do portal LeoDias
O vexame histórico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, culminando na pior campanha dos últimos 36 anos com a eliminação precoce nas oitavas de final, abriu uma verdadeira caixa de Pandora nos bastidores. O jornalista esportivo Elia Junior fez um desabafo no programa “Jornal Gente”, da Rádio Bandeirantes, e cravou que o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, deixará o cargo nos próximos dias.
Essa crise e possível saída, segundo o comunicador, seria impulsionada pelos escândalos expostos com exclusividade pelo portal LeoDias. Sem papas na língua, Elia Junior garantiu que a pressão interna pela renúncia do mandatário chegou ao limite. O jornalista apontou que as denúncias sobre o uso de recursos da entidade para bancar despesas de acompanhantes no exterior serão o estopim para a queda do presidente.
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Samir XaudReprodução/Instagram/ @samir.xaud

Samir Xaud em Nova Iorqueportal LeoDias

Samir Xaud em Nova Iorqueportal LeoDias
“Quero antecipar aqui (…) Vai haver uma limpa na CBF, porque hoje em dia a gente não sabe quem manda, mas eu tenho a convicção de que quem manda não é o Samir Xaud. Ele vai cair nos próximos cinco, dez dias. Podem ter certeza”, iniciou o comunicador.
“Vão usar aí o escândalo dele em relação às amantes que trouxe para a Copa do Mundo com cartão corporativo. Enfim, vão começar a apertá-lo para que ele saia.” O jornalista também não poupou o técnico Carlo Ancelotti das críticas. Desejando que o italiano consiga evoluir e apresentar um trabalho à altura de sua experiência, Elia foi certeiro sobre o constrangedor cenário atual. “Se eu fosse o Ancelotti, eu teria vergonha de continuar sendo técnico da Seleção Brasileira”.
O peso das exclusivas do portal LeoDias
A derrocada de Samir Xaud, segundo Elia Junior, ganhou tração após uma série de reportagens do portal LeoDias revelar os bastidores conturbados do dirigente durante o Mundial. Enquanto os jogadores tentavam manter o foco na competição, a concentração foi tomada pelo desconforto gerado pela presença de mulheres que não integravam a delegação oficial.
Influenciadoras e acompanhantes teriam viajado para eventos internacionais, como em Doha, no Catar, com passagens e hospedagens supostamente custeadas pelos cofres da CBF. O escândalo extrapolou os gramados e atingiu em cheio a vida pessoal do presidente.
O vazamento de uma relação extraconjugal virou o assunto do momento nas redes sociais e situação que ganhou contornos absurdos. O dirigente teria tentando convencer a própria esposa de que as imagens comprometedoras haviam sido geradas por Inteligência Artificial, uma desculpa que rapidamente virou piada na web.
O clima insustentável fez com que Xaud se afastasse temporariamente, refugiando-se em Orlando, nos Estados Unidos, antes de retornar à delegação. Sua volta aos treinos apenas agravou o incômodo da comissão técnica e inflamou as disputas políticas e a guerra de poder já existentes dentro da entidade máxima do futebol brasileiro.
O que diz a CBF
Em meio ao caos institucional, a Confederação Brasileira de Futebol chegou a se manifestar contestando as acusações financeiras. A entidade negou qualquer irregularidade, afirmando que nenhum centavo de dinheiro oficial foi utilizado para custear viagens de acompanhantes.
Fontes ligadas à diretoria também sustentam que os episódios polêmicos dizem respeito exclusivamente à vida privada de Samir Xaud, não configurando despesas institucionais.