A tática também é usada para antagonizar com o seu principal adversário na disputa ao Governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que vem de berço nobre.
“Você me conhece como governador. Mas antes de tudo, sou filho de um vaqueiro e uma costureira, nasci em casa com auxílio da parteira Dinha Cate, no distrito de Palmeirinha, em Aiquara, no interior da Bahia. Fui o primeiro da minha família a entrar na universidade — e foi lá que conheci o amor da minha vida. Me formei engenheiro agrônomo e professor. E carrego nas minhas origens indígenas o orgulho de ser o primeiro governador afro-indígena do Brasil. Essa história não começou em gabinete. Muito menos em berço de ouro. Começou na roça, no interior, na fé que nos move. E é essa história que orienta todo o meu trabalho pela Bahia”, publicou Jerônimo uma das postagens mais recentes nas suas redes sociais.
Ponto de partida?
Jerônimo ainda não é oficialmente candidato à reeleição. A convenção partidária que vai confirmar o nome dele na disputa pelo Palácio de Ondina será realizada no sábado, 1º, e vai contar com a presença do presidente Lula.
A expectativa é de que depois que a candidatura for finalmente homologada, o foco da campanha mude, passe a ser mais propositiva e reativa às críticas da oposição.
Leia Também:
Legado
Enquanto aguarda o momento oportuno para subir o tom, Jerônimo mostra o que vem sendo feito em seu governo. Nesta semana ele fez uma visita ao canteiro de obras do Veículo Leve Sobre de Trilhos (VLT) no Subúrbio de Salvador, que é sua grande aposta para angariar votos em uma das regiões mais populosas da capital baiana.
Além disso, ele também atualizou o estágio da construção do Hospital e Maternidade Regional da Costa do Dendê, em Valença.
Trio de governadores
Outra aposta de Jerônimo é unificar sua imagem com a dos ex-governadores e pré-candidatos ao Senado, Rui Costa e Jaques Wagner. As postagens do trio puro-sangue petista busca gerar uma unidade em torno da chapa e é uma das grandes apostas para o sucesso nas urnas.
A ação também é uma forma de mostrar apoio e minimizar os impactos eleitorais da operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner. Ele foi alvo de busca e apreensão no âmbito da ação que investiga fraudes e crimes financeiros ligados ao liquidado Banco Master.