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Irmãos mototaxistas são presos após agredir foliões e afirmar que “viado tem que morrer”

Dois mototaxistas suspeitos de agredir passageiros ao final de uma corrida iniciada na saída do circuito do Carnaval de Salvador foram presos na manhã desta terça-feira (17), quase um mês após o crime. Os investigados, irmãos de 28 e 31 anos, tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos pela Polícia Civil da Bahia.

O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro, após as vítimas deixarem o circuito Dodô (Barra-Ondina) com destino ao bairro do Cabula. Segundo as investigações, os dois irmãos atuavam como mototaxistas de forma clandestina, sem credenciamento ou alvará, e haviam combinado a corrida no valor de R$ 50 diretamente com os passageiros.

Ao chegar ao destino, uma das vítimas efetuou o pagamento em dinheiro, mas o outro folião ficou impossibilitado de pagar naquele momento porque o celular estava descarregado. Ele chegou a pedir para subir em casa e carregar o aparelho para concluir o pagamento, mas a proposta foi recusada pelos suspeitos.

Ainda durante o percurso, um dos investigados passou a fazer comentários homofóbicos contra as vítimas. De acordo com o relato, ele afirmou que os dois eram “homens bonitos”, mas fez ataques ao fato de serem gays. No momento das agressões, um deles chegou a dizer que “viado tinha que morrer”.

Detalhes

Uma das vítimas foi agredida com mais de 20 socos e sofreu fraturas graves na mandíbula, permanecendo internada por semanas em uma unidade de saúde. Ela precisou fingir estar desacordada para que as agressões cessassem. Uma câmera de segurança registrou o episódio.

As agressões só terminaram após a intervenção de um vizinho, que presenciou a situação e efetuou o pagamento restante da corrida. Ainda segundo o relato, uma pochete com R$ 20 foi levada durante a ação por um dos mototaxistas.

Conforme a Polícia Civil, mesmo após o crime, os dois continuaram atuando de forma irregular como mototaxistas até serem localizados e presos.

Ainda de acordo com a instituição, os suspeitos foram autuados por lesão corporal grave, exercício arbitrário das próprias razões e injúria racial equiparada à homofobia.



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