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Irã considera desistência da Copa do Mundo após ataques. FIFA monitora situação no país

Seleção iraniana está no grupo G da Copa do Mundo e tem jogos previstos para Los Angeles e Seattle nos EUA

Após os ataques aéreos direcionados ao Irã e países do Oriente Médio, a FIFA comunicou que irá acompanhar a situação de perto. Os mísseis foram disparados pelos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, ao lado de México e Canadá, e por Israel. Segundo o jornal Marca, da Espanha, a federação iraniana já considera desistir de participar do mundial após os ataques.

Segundo o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, a entidade irá acompanhar a situação de perto, mas garantiu que todos estarão “seguros” durante a competição.

Trump já havia proibido torcedores iranianos de viajarem para os EUA

Meses antes dos ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia informado que torcedores de diversos países das Américas, da África e da Ásia, incluindo o Irã, seriam impedidos de viajar para os Estados Unidos para assistir os jogos da Copa do Mundo.

Cidadãos iranianos estão impedidos de entrar no país desde o meio de 2025. O presidente norte-americano, no entanto, garantiu, em reunião com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que jogadores e membros da comissão técnica poderão viajar para a disputa das partidas no país.

Veja as fotos

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e Gianni Infantino, presidente da FIFAReprodução/x: ge

Reprodução/Globo

Trump e Infantino na cerimôniaReprodução/Globo

Gianni Infantino (presidente da FIFA); Donald Trump (presidente dos EUA); Claudia Sheinbaum (presidente do México) e Mark Carney (primeiro-ministro do Canadá) durante sorteio de cabeças de chave da Copa do Mundo de 2026 / Reprodução: FIFA

Gianni Infantino (presidente da FIFA); Donald Trump (presidente dos EUA); Claudia Sheinbaum (presidente do México) e Mark Carney (primeiro-ministro do Canadá) durante sorteio de cabeças de chave da Copa do Mundo de 2026 / Reprodução: FIFA

Reprodução/@gianni_infantino

Presidente da FIFA, Gianni Infantino, com Donald Trump, presidente dos EUA.Reprodução/@gianni_infantino


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Irã está no grupo G e terá todos os jogos da fase de grupos disputados nos EUA

A seleção iraniana foi sorteada como membro do grupo G, que terá partidas concentradas na costa oeste dos Estados Unidos. O país estreia na competição no próximo dia 15 de junho às 22h (de Brasília) contra a Nova Zelândia no SoFi Stadium, em Inglewood, região metropolitana de Los Angeles, na Califórnia.

Na segunda rodada, a seleção persa jogará novamente no estádio na Califórnia, desta vez contra a Bélgica às 16h (de Brasília) no dia 21 de junho. A equipe fecha a participação na fase inicial contra o Egito no Seattle Field no dia 27 de junho a 0h (de Brasília).

Até o momento, nem FIFA e nem a seleção iraniana confirmaram a troca de sedes ou a desistência do país do mundial.

Vezes em que seleções boicotaram ou desistiram de jogar a Copa por questões geopolíticas

Caso o Irã desista de participar da Copa, não será a primeira vez que um país abdica de disputar a competição por questões geopolíticas.

Em 1934, o Uruguai, então atual campeão do Mundo, se recusou a viajar para a Itália para a disputa da Copa do Mundo após diversos países europeus se recusarem a viajar para a Copa de 1930, disputada justamente no país sul-americano. Em 1938, além do Uruguai, a Argentina também se recusou a viajar para a França por motivo semelhante.

Na copa de 1950, a Índia abdicou de disputar a Copa do Mundo no Brasil por considerar que a competição não era importante o suficiente.

Em 1958, Turquia, Indonésia, Egito e Sudão se recusaram a disputar as eliminatórias da Copa para países fora da Europa e das Américas, após a FIFA coloca Israel como um dos representantes asiáticos. Israel acabou tendo de disputar a última vaga no Mundial contra País de Gales, país europeu melhor classificado dentre os que haviam ficado fora da Copa. O país europeu acabou derrotando a nação judaica e disputou o mundial daquele ano.

Em 1966, todas as seleções africanas desistiram de disputar uma vaga no mundial após a FIFA colocar a África do Sul, à época suspensa da confederação africana por conta do Apartheid, nas eliminatórias asiáticas.

Em 1974, a União Soviética se negou a viajar até o Chile para disputar uma vaga na repescagem do mundial daquele ano. O boicote se deu logo após a queda do presidente socialista Salvador Allende no golpe militar que levou o general Augusto Pinochet ao poder.

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