Presidente da FIFA comentou debate sobre uma nova ampliação do Mundial e usou a ausência italiana na edição de 2026 como exemplo durante entrevista antes da abertura do torneio
A discussão sobre o futuro da Copa do Mundo ganhou um tom bem-humorado e provocativo nas horas que antecederam a abertura do Mundial de 2026. Durante entrevista concedida antes da partida entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, comentou a possibilidade de uma futura expansão da competição e acabou usando a Itália como alvo de uma ironia.
A declaração aconteceu quando o dirigente foi questionado sobre o debate envolvendo uma eventual Copa do Mundo com 64 seleções, ideia que vem sendo discutida nos bastidores da entidade para a edição de 2030, que marcará o centenário do torneio.
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Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Darmian, Marchisio, Pirlo, Verratti (Thiago Motta), De Sciglio; Balotelli (Parolo), Immobile (Cassano).Reprodução/ESPN

Gianni Infantino, presidente da FifaReprodução
Ao abordar o tema, Infantino destacou que a FIFA ainda precisa analisar os resultados da primeira Copa disputada com 48 participantes antes de avançar em qualquer nova mudança de formato.
“Primeiro temos que ver como vai funcionar essa primeira Copa do Mundo com 48 seleções. Está claro que todos que se classificaram é um acontecimento muito grande. A gente até discutiu 64 seleções e, assim, você não tem mais partidas, acaba sendo o mesmo do que com 48, mas mais seleções participam e tem mais envolvimento do mundo inteiro”, declarou.
Na sequência, o presidente da FIFA mencionou diretamente a seleção italiana, que ficou fora da Copa do Mundo pela segunda edição consecutiva. “Vamos ver se a Itália se classifica com 64 seleções, ou talvez eu tenha que colocar 208 para ver se ela se classifica (risos)”, completou.
A fala rapidamente repercutiu entre torcedores e veículos internacionais por envolver uma das seleções mais tradicionais da história da competição.
Itália novamente fora do Mundial
A provocação acontece em um momento delicado para a seleção italiana. Tetracampeã mundial, a Azzurra não conseguiu vaga para a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. A equipe foi eliminada pela Bósnia em uma disputa de pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e também na prorrogação.
Com o resultado, os italianos repetiram o cenário vivido em 2022 e ficaram fora do Mundial pela segunda vez consecutiva, algo raro para uma das seleções mais vencedoras do planeta. A ausência chama ainda mais atenção pelo histórico da equipe, campeã das Copas de 1934, 1938, 1982 e 2006.
O debate sobre 64 seleções
A declaração de Infantino também reacendeu a discussão sobre uma possível nova expansão da Copa do Mundo. Depois de aumentar o número de participantes de 32 para 48 seleções na edição de 2026, a FIFA avalia cenários para a Copa de 2030. Entre as possibilidades discutidas está uma ampliação pontual para 64 países, em uma edição especial que celebraria os 100 anos do torneio.
A proposta surgiu nos primeiros meses deste ano e passou a ser analisada pela entidade como forma de ampliar a participação de federações nacionais e aumentar o alcance global da competição. Por enquanto, no entanto, o foco da FIFA segue voltado para a avaliação do novo formato com 48 equipes, utilizado pela primeira vez nesta edição.
A marca de Infantino
Desde que assumiu a presidência da FIFA, em 2016, Infantino tem conduzido uma série de mudanças estruturais no futebol internacional. A ampliação da Copa do Mundo foi a principal delas. Agora, enquanto acompanha os primeiros passos do torneio de 2026, o dirigente também observa os debates sobre o futuro da competição.