O Ilê Aiyê celebra 52 anos de história neste domingo (1º), com uma festa no Largo da Tieta, no Pelourinho, em Salvador. Para comemorar a data, o primeiro bloco afro do Brasil prepara uma programação com apresentações musicais e atividades culturais.
Assim, a festa começa às 19h, com shows da Band’Aiyê, da banda Orísun e do bloco afro Muzenza. Além disso, durante a celebração, o Ilê também apresentará o tema que levará para o Carnaval de 2027.
Entre as atrações está o Muzenza, bloco afro criado sob influência do reggae jamaicano e do legado de Bob Marley. O grupo é uma das principais referências do samba-reggae.
A banda Orísun também participa da comemoração. Criado em 2023 pelo artista e empresário Beto Jamaica, o grupo desenvolve um trabalho baseado no samba de terreiro e no samba de caboclo. Essas manifestações estão ligadas às tradições dos terreiros de candomblé e às heranças culturais afro-indígenas.
Além disso, o evento também contará com a Feir’Aiyê – Edição Império das Nana Benz, iniciativa voltada à valorização do empreendedorismo negro.
Com entrada gratuita, a feira funcionará das 15h30 às 22h30. Assim, a programação reunirá negócios comandados por mulheres negras nos segmentos de moda, beleza, literatura, artesanato e cultura afro-brasileira.
História do Ilê
Fundado em 1974, o Ilê Aiyê é reconhecido como o primeiro bloco afro do Brasil. Ao longo de sua trajetória, tornou-se uma das principais referências na valorização da cultura negra, da ancestralidade africana e do combate ao racismo.
Durante mais de cinco décadas, a entidade ampliou sua atuação para além do Carnaval. O bloco desenvolve projetos culturais, educacionais e sociais voltados à promoção da igualdade racial e ao fortalecimento da identidade afro-brasileira.