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Guerra entre facções deixa ao menos 48 mortos na Colômbia

Ao menos 48 guerrilheiros morreram durante confrontos entre dois grupos dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia na região amazônica da Colômbia.

O episódio ocorreu no departamento de Guaviare, em meio à escalada de violência no país e poucos dias antes da eleição presidencial marcada para 31 de maio. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 28, pelo prefeito de San José del Guaviare, Willy Rodríguez, em entrevista à AFP.

“Os corpos estão ali amontoados, é preciso retirá-los”, afirmou o gestor municipal. Segundo ele, as autoridades ainda não conseguiram acessar a área dos confrontos devido às dificuldades de deslocamento e aos riscos de segurança.

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Região é disputada por grupos armados

Os combates ocorreram em uma área remota da Amazônia colombiana, dominada por facções dissidentes que rejeitaram o acordo de paz firmado em 2016 entre o governo colombiano e as Farc.

As disputas envolvem principalmente o controle de rotas do narcotráfico e da mineração ilegal na região de Guaviare, considerada um dos antigos bastiões da guerrilha.

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Vídeos divulgados nas redes sociais mostram intensas rajadas de tiros vindas do interior de residências da região. Equipes de resgate aguardam autorização dos grupos armados para entrar na área e recolher os corpos.

Além dos confrontos, autoridades temem a presença de minas antipessoais no local, o que dificulta ainda mais as operações.

Exército reforça segurança antes das eleições

O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, informou que cerca de 408 mil integrantes das forças de segurança foram mobilizados em todo o país para garantir a segurança durante o processo eleitoral.

Segundo Sánchez, o aparato inclui aeronaves, drones, blindados e embarcações.

“Fazer eleições na Colômbia não é o mesmo que fazemos na Suíça. Existem riscos à democracia e isso não deve ser ignorado”, declarou ao canal Noticias Caracol.

Mais cedo, em entrevista à Blu Radio, o ministro classificou os grupos dissidentes como organizações voltadas exclusivamente para atividades criminosas.

“Eles têm um único objetivo: a economia criminosa, viver do narcotráfico. É inconcebível, é absurdo”, afirmou.

Governo Petro enfrenta críticas

O presidente Gustavo Petro, primeiro chefe de Estado de esquerda da história recente do país, tentou negociar acordos de paz com diferentes grupos armados desde o início de seu mandato, mas enfrenta críticas da oposição, que o acusa de adotar postura branda diante das organizações criminosas.

Entre os grupos envolvidos nos confrontos estão dissidentes ligados a Iván Mordisco, considerado um dos criminosos mais procurados da Colômbia, e facções rivais comandadas por guerrilheiros conhecidos pelo codinome Calarcá.

As organizações armadas atuam principalmente por meio de extorsão, tráfico de cocaína e mineração ilegal, além de impor restrições e ameaças às populações locais em áreas sob seu domínio.

Violência domina cenário eleitoral

A escalada da violência se tornou uma das principais preocupações dos colombianos às vésperas das eleições presidenciais. O país vive uma onda de atentados, assassinatos e sequestros atribuídos a grupos armados ilegais, considerada uma das mais graves da última década.



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