A pesquisa eleitoral divulgada nesta quinta-feira (28) pelo instituto Ideia em parceria com o Canal Meio mostrou detalhes da queda de intenção de votos para o pré-candidato a presidente da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro. O estudo constatou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu pontos percentuais entre eleitores de diversas faixas salariais, de integrantes do campo centro-direita, mas apontou perda acentuada ainda entre aqueles com idade entre 16 e 24 anos.
O quadro geral de queda de intenção de votos em Flávio Bolsonaro ocorreu após a crise decorrente de divulgação das conversas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro. O pré-candidato aparece nos diálogos pedindo dinheiro ao dono do Banco Master para custear a produção do filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02918/2026 ouviu 1.500 eleitores e tem margem de erro de 2,5% para mais ou para menos. As entrevistas foram feitas de 23 a 27 de maio.
Oscilação
De acordo com o relatório, Flávio Bolsonaro tinha 55,2% de intenção de votos entre os eleitores com 16 a 24 anos na pesquisa divulgada no dia 6 de maio. No estudo de agora, o pré-candidato caiu para 39,5%. Veja:

No recorte de faixa salarial, a maior queda ocorreu entre os eleitores com mais de cinco salários mínimos. Flávio tinha 60,4% no início de maio, agora caiu para 41,5%. Confira:


Centro-direita
O levantamento mostrou ponto de alerta para o pré-candidato no que diz respeito ao voto do eleitorado que se declara do centro-direita. Em 6 de maio, Flávio Bolsonaro tinha 96,3% de intenção de voto neste segmento, agora registrou 78,3%.


A queda de Flávio em grupos considerados estratégicos foi analisada por Pedro Doria, diretor de jornalismo do Meio, veículo contratante da pesquisa.
“A queda de Flávio foi grande em três grupos onde não pode perder. Entre os jovens, na centro-direita e nos que ganham mais de 5 salários. Os jovens e os moderados de direita são fundamentais num 2º turno apertado. Os brasileiros de maior renda são onde está a briga com Lula”, avaliou