Para mitigar os impactos do fenômeno El Niño no abastecimento de água na Bahia, o governo do Estado estruturou um plano de resposta emergencial. O protocolo integrado, liderado pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), estabelece um prazo total de 7 a 10 dias para a aplicação das medidas corretivas nos municípios afetados.
O plano foi apresentado em reunião com a Casa Civil, a Defesa Civil, a Companhia de Engenharia Ambiental e de Recursos Hídricos da Bahia (CERB) e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA). O objetivo é garantir rapidez, alinhamento institucional e precisão técnica no suporte à população.
Como funciona o fluxo de atendimento emergencial?
O protocolo de atuação padronizado abrange desde a notificação inicial até a solução em campo:
- Abertura do chamado: O município solicita apoio diretamente à Defesa Civil Estadual.
- Ativação da SIHS: A Defesa Civil aciona a SIHS via Sistema SEI, encaminhando os dados da localidade.
- Mapeamento da demanda: A equipe técnica identifica as operadoras locais e aciona a Defesa Civil municipal.
- Planejamento e validação: A SIHS emite uma nota técnica inicial e coordena a checagem das informações com os órgãos parceiros.
- Mobilização operacional: Equipes locais da CERB e EMBASA são acionadas para dar suporte logístico e estrutural.

Vistoria técnica e diagnósticos de segurança hídrica
Após o alinhamento inicial, especialistas da SIHS, CERB e EMBASA realizam uma visita técnica presencial ao município afetado.
Com base na vistoria, é elaborado um diagnóstico detalhado com as alternativas imediatas para conter a escassez de água. A Casa Civil e as operadoras são notificadas em tempo real sobre as providências tomadas.
O Gabinete da SIHS mantém o monitoramento contínuo das ações até que todas as medidas sejam executadas, garantindo maior segurança hídrica e minimizando os efeitos da estiagem prolongada no estado.