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Gigante do varejo demite 4 mil funcionários em nova reestruturação

A Americanas voltou a movimentar o mercado ao divulgar uma nova rodada de cortes em seu quadro de funcionários. Em abril de 2026, a companhia desligou 4.314 trabalhadores e realizou apenas 726 contratações, dando continuidade ao processo de reestruturação iniciado após a crise financeira que veio à tona em 2023.

Os números fazem parte do demonstrativo mensal divulgado pela própria empresa e mostram que, mesmo diante de uma melhora operacional e do crescimento das vendas, a varejista segue adotando medidas para reduzir despesas e reorganizar sua estrutura.


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Empresa encerra abril com menos de 23 mil funcionários

O enxugamento da equipe teve impacto direto no total de colaboradores da companhia.

Ao final de abril, a Americanas contabilizava 22.797 funcionários contratados pelo regime CLT. Entre os desligamentos registrados no período, 1.069 ocorreram por iniciativa dos próprios trabalhadores, por meio de pedidos de demissão.

Ainda assim, a maior parte das saídas está relacionada ao plano de reorganização interna colocado em prática pela empresa.

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Rede mantém número de lojas praticamente inalterado

Enquanto o quadro de pessoal sofreu uma redução expressiva, a operação física da companhia registrou poucas alterações.

A Americanas encerrou abril com 1.448 lojas espalhadas pelo país. Durante o período, uma unidade foi inaugurada e outra fechada, mantendo praticamente estável a presença da marca no varejo nacional.

O cenário reforça a estratégia da empresa de preservar sua ampla rede de lojas físicas, considerada uma das principais apostas para sustentar a recuperação dos negócios.

Caixa melhora, mas pressão financeira continua

Os dados divulgados pela companhia também mostram que os desafios financeiros ainda não foram superados.

Segundo o relatório, a Americanas fechou abril com R$ 185,7 milhões em caixa. Quando somadas aplicações financeiras e títulos, a disponibilidade total chegou a R$ 441 milhões.

Por outro lado, o fluxo de caixa dos últimos 12 meses mostra que a empresa ainda opera sob pressão. Entre maio de 2025 e abril de 2026, as entradas somaram R$ 17,5 bilhões, enquanto os desembolsos alcançaram R$ 18,3 bilhões.

Na prática, isso significa que a varejista gastou mais recursos do que gerou no período, mantendo a necessidade de adotar medidas voltadas ao controle de despesas e à melhoria da eficiência operacional.

Receita cresce quase 20%, mas prejuízo permanece

Apesar dos desafios, os resultados operacionais apresentaram sinais positivos.

No primeiro trimestre de 2026, a Americanas registrou crescimento de 19,8% na receita bruta em comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando avanço nas vendas mesmo em meio ao processo de recuperação judicial.

Ainda assim, a companhia fechou o trimestre com prejuízo de R$ 329 milhões.

O resultado, apesar de negativo, representa uma melhora em relação ao ano anterior. Segundo os dados divulgados, as perdas foram reduzidas em 33,7%, indicando evolução gradual na recuperação financeira da empresa.

Lojas físicas lideram recuperação

Grande parte do desempenho da varejista foi impulsionada pelas operações presenciais.

As lojas físicas responderam por R$ 3,3 bilhões em vendas durante o primeiro trimestre, resultado que representa crescimento de 16,5% na comparação anual.

O desempenho reforça a mudança estratégica adotada pela companhia nos últimos anos, que passou a dar maior protagonismo às unidades físicas e reduzir gradualmente a dependência do comércio eletrônico.

Entenda a nova estratégia da Americanas

Desde a descoberta das inconsistências contábeis que desencadearam uma das maiores crises corporativas do país, a Americanas vem promovendo uma ampla revisão de sua operação.

O plano inclui renegociação de dívidas, revisão de contratos, ajustes operacionais e mudanças na gestão.

Paralelamente, a companhia tem fortalecido a integração entre os canais físicos e digitais. Uma das principais apostas é o modelo de compra online com retirada em loja, estratégia que busca aproveitar a capilaridade da rede e melhorar a eficiência logística.

Mesmo ainda enfrentando desafios financeiros significativos, os números mais recentes mostram uma empresa que tenta equilibrar crescimento nas vendas e redução de custos para avançar em seu processo de recuperação judicial.



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