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Frota de ônibus elétricos cresce 12,3% e BYD domina o setor em 2026

Em maio de 2026, o país registrou o maior volume mensal de emplacamentos de ônibus elétricos do ano, alcançando 132 unidades licenciadas. Desse total, a BYD consolidou sua liderança, respondendo por 59 veículos — quase metade do mercado nacional.

O crescimento da eletrificação no transporte

Os números da Fenabrave revelam um avanço constante na transição energética urbana. No acumulado de 2026, entre janeiro e maio, o Brasil licenciou 311 novos ônibus movidos a bateria.

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O volume representa um crescimento de 12,3% em comparação ao mesmo período de 2025, sinalizando que a infraestrutura de mobilidade está em fase acelerada de modernização.

O papel de São Paulo na liderança nacional

São Paulo detém cerca de 80% da frota nacional
São Paulo detém cerca de 80% da frota nacional – Foto: Divulgação prefeitura de São Paulo

Atualmente, o mercado brasileiro de ônibus elétricos é altamente concentrado. São Paulo detém cerca de 80% da frota nacional de veículos zero emissão, com aproximadamente 1,3 mil unidades em circulação.

A capital paulista atua como o principal laboratório para políticas de eletrificação, estabelecendo padrões técnicos que devem ser replicados por outras metrópoles brasileiras nos próximos anos.

O fator BYD: além dos números

Marcello Schneider, diretor de veículos comerciais e solar da BYD, afirma que o debate técnico sobre a viabilidade dos ônibus elétricos deu lugar a uma nova necessidade: escala.

“A tecnologia já está provada. Agora, o foco do setor está na velocidade de implementação da infraestrutura de recarga e no modelo de escala para as cidades brasileiras”, avalia.

A fabricante mantém sua operação estratégica em Campinas (SP), onde processa a integração dos chassis e o fornecimento de baterias de alta densidade. A capacidade de produção local tem sido um diferencial competitivo crucial para garantir a entrega rápida exigida pelas licitações municipais.

Por que o mercado cresce?

A transição não ocorre apenas por metas ambientais. A sustentabilidade financeira do sistema de transporte é impulsionada por três fatores:

  • Redução de custos operacionais: menor dependência de combustíveis fósseis e manutenção simplificada.
  • Políticas públicas: planos municipais que priorizam a descarbonização da frota.
  • Tecnologia: aprimoramento da autonomia das baterias, facilitando rotas urbanas de maior extensão.

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