Um homem que estava foragido da Justiça e foi condenado a quase 19 anos de prisão, foi localizado nesta quarta-feira (7), em um laboratório de anfetaminas, localizado em Feira de Santana, no centro-norte da Bahia. Anderson Alves da Silva é apontado como liderança de organização criminosa voltada à produção em larga escala da substância e ao tráfico interestadual.
Na ocasião, foram apreendidos:
- Mil unidades de anfetamina, vendidas no varejo entre R$ 1,50 e R$ 2;
- duas armas de fogo, sendo uma pistola calibre 9mm e uma carabina calibre .22;
- uma espingarda de ar comprimido;
- três carregadores;
- 130 munições dos calibres .22 e 9mm;
- cinco aparelhos celulares;
- caminhonete Toyota Hilux;
- equipamentos e insumos utilizados em processos industriais;
- substâncias identificadas preliminarmente como microcelulose e êxtase.
Operação Três Caras
Denominada Operação Três Caras, a ação integra os Ministérios Públicos da Bahia (MPBA) e de Goiás (MPGO), e da Polícia Militar da Bahia. Os mandados de prisão e busca foram cumpridos por equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA, e da PM. A operação contou com apoio ainda do Núcleo de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Foragido é liderança de organização criminosa
O alvo da operação, Anderson Alves da Silva, estava foragido desde dezembro de 2024 e foi localizado durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás. Segundo as investigações, ele exercia papel de liderança em uma organização criminosa dedicada à produção e distribuição de comprimidos conhecidos popularmente como “rebites”. Além da captura, equipes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em imóveis utilizados pelo investigado com o apoio de familiares e terceiros para manter sua condição de clandestinidade.
De acordo com o MPGO, Anderson Alves da Silva foi condenado a 18 anos, 11 meses e 21 dias de prisão por crimes de organização criminosa armada, tráfico interestadual de drogas e posse de maquinários para produção de entorpecentes. As investigações apontam ainda que ele utilizava diferentes identidades falsas para escapar da atuação policial e é suspeito de ter articulado fraudes no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) para promover a baixa indevida de mandados de prisão. Além do cumprimento da ordem judicial, ele foi preso em flagrante pelos materiais ilícitos encontrados durante a operação.