Motoristas de caminhão que transportam cargas de soja para o Porto de Aratu, localizado na Via Matoim, Baía de Aratu, Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, denunciam uma série de problemas no processo de descarga e afirmam que a desorganização logística no terminal tem provocado longas filas, transtornos e riscos à segurança viária.
Segundo relatos enviados à reportagem, os caminhoneiros aguardam inicialmente a liberação em um pátio de triagem. No entanto, mesmo após receberem autorização para seguir até o porto, eles continuam enfrentando uma nova fila para realizar a descarga da carga.
De acordo com os trabalhadores, o congestionamento de veículos se intensificou nos últimos dias e já alcança a BR-324, onde dezenas de caminhões permanecem parados à espera de acesso ao terminal. A situação, segundo os motoristas, gera riscos para quem trafega pela rodovia, além de expor os profissionais à falta de qualquer estrutura de apoio, como banheiros, alimentação e locais adequados para descanso.
Risco de multas
Outro ponto de reclamação envolve a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os caminhoneiros afirmam que muitos acabam utilizando o acostamento da BR-324 diante da ausência de espaço para estacionar, mas relatam que têm sido autuados pela corporação.
“Primeiro esperamos no pátio. Depois que liberam, pegamos outra fila enorme para descarregar. Agora a fila já está na BR-324 e ainda somos multados. Não temos onde parar e nem estrutura”, relatou um dos caminhoneiros.
Os profissionais cobram uma reorganização da logística de recebimento das cargas no Porto de Aratu para evitar que as filas continuem se formando na rodovia e reduzam os impactos sobre o tráfego e sobre as condições de trabalho da categoria.
A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação da administração do Porto de Aratu, bem como da Polícia Rodoviária Federal, sobre as reclamações apresentadas pelos caminhoneiros.