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Exposição em Salvador questiona o que é reconhecido como arte

Uma casa do interior, com objetos do cotidiano nordestino, é o ponto de partida para uma exposição que questiona os limites entre arte, artesanato e memória. “(in)cômodo” foi aberta ao público na última sexta-feira, 28, às 17h, no Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador, onde permanece em cartaz até 27 de setembro.

A mostra utiliza elementos como xilogravuras, imagens religiosas, roupas, fuxicos e objetos de barro para discutir os critérios que historicamente definiram quais produções e quais pessoas são legitimadas dentro do campo artístico.

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Uma casa para pensar a arte popular

A expografia da exposição reproduz referências de uma “casa do interior”. Sala e quarto são transformados em espaços para reunir objetos associados à vida cotidiana e aos saberes populares transmitidos entre gerações.

Nesse ambiente, as peças são apresentadas não apenas como objetos de uso ou manifestações do artesanato, mas como produções capazes de carregar identidades, experiências sociais, memórias e conhecimentos.

A partir dessa escolha, “(in)cômodo” propõe uma reflexão sobre as fronteiras construídas entre arte e artesanato e sobre os mecanismos utilizados para definir o que recebe reconhecimento artístico.

Projeto nasceu de formação em museus

A exposição é resultado do Museus em Movimento: Caminhos Expositivos entre a Curadoria e a Montagem, projeto de formação teórico-prática voltado aos processos de comunicação museológica.

Durante a iniciativa, os participantes acompanharam diferentes etapas necessárias para a realização de uma exposição, passando pela concepção curatorial, expografia e montagem. O percurso também incluiu conteúdos relacionados a iluminação, recursos gráficos, documentação, acondicionamento e movimentação de acervos.

Como conclusão da formação, os participantes colocaram em prática os conhecimentos desenvolvidos e conceberam a exposição que agora chega ao público.

Obras do acervo do MAB entram na mostra

A seleção também conta com dez obras emprestadas do acervo do Museu de Arte da Bahia. Os trabalhos integram a proposta de aproximar patrimônio, memória e cultura popular dentro do espaço expositivo.

A exposição articula essas referências com a produção artística popular nordestina e utiliza a própria montagem para levantar questionamentos sobre os processos de legitimação no campo das artes.

A pergunta central que atravessa a mostra é justamente sobre os critérios utilizados para reconhecer determinadas produções como arte e outras não.

Após a abertura, “(in)cômodo” poderá ser visitada de 29 de agosto a 27 de setembro de 2026, no Museu de Arte da Bahia.

Exposição (in)cômodo

  • Abertura: 28 de agosto de 2026, às 17h
  • Visitação: 29 de agosto a 27 de setembro de 2026
  • Local: Museu de Arte da Bahia (MAB)
  • Endereço: Av. Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória, Salvador – BA
  • Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 18h



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