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Exame ajuda a entender constipação e outros desequilíbrios

A constipação intestinal, considerada um problema de saúde pública no Brasil, afeta cerca de 20% da população adulta e idosa, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Entre os fatores que contribuem para sua alta incidência estão a dieta pobre em fibras, baixa ingestão de líquidos, sedentarismo e uso frequente de medicamentos.

Nos idosos, o quadro é agravado pela redução natural da motilidade intestinal, tornando-os mais vulneráveis a distúrbios digestivos.

Nesse contexto, o exame de microbiota intestinal surge como aliado importante. Disponível nas unidades do Sabin Diagnóstico e Saúde em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, o teste é indicado para pacientes com queixas abdominais persistentes e sem diagnóstico definido, como nos casos de doenças inflamatórias intestinais e síndrome do intestino irritável.

Como funciona o procedimento?

O procedimento é simples e não-invasivo. O paciente coleta a amostra de fezes em casa, que é submetida a sequenciamento genético para identificar e quantificar as bactérias presentes no intestino. A análise permite compreender a diversidade e o equilíbrio da microbiota, oferecendo informações valiosas para orientar estratégias de tratamento.

“Um microbioma variado está associado a um ambiente intestinal anti-inflamatório e menor risco de adoecimento”, explica a médica clínica Josie Velani Scaranari, do Sabin.

Já a baixa diversidade ou predominância de bactérias nocivas pode resultar em sintomas como dor abdominal, distensão, alterações do hábito intestinal e maior predisposição a doenças crônicas.

Entre os idosos, as alterações naturais do microbioma contribuem para o aumento de problemas digestivos e funcionais, impactando diretamente a qualidade de vida. O bom funcionamento intestinal está ligado não apenas à digestão, mas também à imunidade e ao metabolismo, fatores essenciais para a longevidade saudável.

Tratamentos

O resultado do exame de microbiota pode auxiliar o médico na indicação de tratamentos como a adoção de dietas ricas em fibras e alimentos fermentados, a suplementação estratégica com probióticos e prebióticos, a prática de exercícios físicos regulares e a redução de medicamentos agressivos à flora. Uma das dietas cada vez mais populares é a mediterrânea, que prioriza o consumo de azeite, grãos integrais, frutas, legumes e nozes.

Outras intervenções amplas na microbiota intestinal em idosos, como o transplante de microbiota intestinal, ou transplante de fezes, exigem avaliação caso a caso.

“É preciso cautela em todos os aspectos. Devemos analisar o exame de maneira individualizada. Isso vale para todos, especialmente para os idosos, que têm processos diferentes para cada um. Cada idoso tem o seu processo de envelhecimento”, ressalta a médica.

Por ora, o exame se consolida como ferramenta diagnóstica e de acompanhamento, ajudando médicos e pacientes a compreenderem melhor os fatores que influenciam a saúde intestinal. Ao lado de hábitos saudáveis, como alimentação rica em fibras, hidratação adequada e prática regular de atividade física, ele pode contribuir para reduzir os impactos da constipação e promover mais qualidade de vida na terceira idade.

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