O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, desistiu da candidatura à Presidência da República. A decisão foi comunicada ao presidente do Democracia Cristã (DC), o ex-deputado João Caldas (DC-PB), nesta semana.
Barbosa se filiou ao DC (Democracia Cristã) em abril e a divulgação, pela direção do partido, de que pretende lançá-lo candidato provocou uma turbulência na legenda.
“Eu só seria candidato se forem preenchidas algumas condições”, disse à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo à época. Uma delas, disse, é a aprovação do eleitorado à iniciativa. “Eu precisaria sentir boa receptividade”, afirma ele.
Embora pesquisas internas do DC indicassem que o nome dele teria potencial para crescer nas pesquisas, a pré-campanha não deslanchou. Na pesquisa divulgada pelo Datafolha em junho, ele aparecia com 1%.
O partido não firmou alianças nem providenciou recursos ou estrutura que pudessem dar visibilidade a Barbosa como candidato.
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Turbulência
O anúncio da filiação e pré-candidatura de Barbosa ao Palácio do Planalto não agradou uma parcela do partido. Também pré-candidato, o ex-deputado federal Aldo Rebelo (DC) considerou o ato uma “afronta” e disse que se manterá na disputa.
Rebelo afirmou que irá à Justiça caso sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto seja de fato barrada pelo DC. “Se houver ameaça à minha pré-candidatura, nesta hipótese, a questão será judicializada. Se não, marchará para uma disputa tranquila e democrática na convenção”, afirmou.
Presidente do diretório paulista, o ex-deputado Cândido Vaccarezza disse que Barbosa é “inapoiável” e que iria trabalhar contra a candidatura dele ao Palácio do Planalto.