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Ex-diretor do FBI é acusado de ameaçar vida de Trump por foto com conchas

O ex-diretor do FBI, James Comey, um dos maiores críticos do presidente Donald Trump, foi formalmente acusado de ameaçar a vida do mandatário dos Estados Unidos (EUA). A denúncia, apresentada pelo procurador-geral interino Todd Blanche nesta terça-feira, 28, baseia-se em uma publicação de Comey no Instagram — já deletada — que mostrava os números “86 47” formados com conchas em uma praia.

Segundo a acusação, “86” é um jargão para “matar” e “47” refere-se a Trump, o 47º presidente americano. Comey nega as intenções violentas, afirmando tratar-se apenas de uma foto casual, e declarou que enfrentará o processo sem medo das represálias políticas.

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“Código” e as acusações criminais

A promotoria sustenta que a mensagem de Comey foi uma “séria expressão de intenção de causar dano”. Trump reforçou a tese em entrevista, afirmando que o ex-diretor “disse alto e claro” que desejava seu assassinato.

Por conta disso, James Comey enfrenta duas acusações: fazer deliberadamente uma ameaça de tirar a vida do presidente e realizar uma ameaça interestadual.

Cada uma das infrações prevê uma pena de até dez anos de prisão. Comey, por sua vez, explicou que apagou a postagem assim que soube da associação negativa, reforçando sua postura contra qualquer tipo de violência.

Histórico de embates e “caça às bruxas”

A nova ofensiva judicial contra Comey ocorre em um momento de extrema polarização. Nomeado por Obama e demitido por Trump em 2017, Comey já havia sido alvo de outras acusações no passado, como a de prestar declarações falsas ao Congresso, caso que acabou arquivado por irregularidades na nomeação da promotoria.

Críticos do governo veem na nova denúncia uma tentativa de criminalizar adversários políticos. Curiosamente, no mesmo dia da acusação, a justiça permitiu que a filha de Comey, Maurene, prosseguisse com uma ação alegando que sua demissão do cargo de procuradora federal teve motivação política.

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Segurança em xeque em Washington

O endurecimento contra Comey chega apenas três dias após a prisão de um homem por tentativa de assassinato de Trump em um jantar de gala em Washington.

O clima de insegurança e a retórica de “conspiração” têm servido de base para o governo Trump pressionar o Departamento de Justiça a agir contra figuras do antigo escalão do FBI e da inteligência americana que participaram das investigações sobre a interferência russa nas eleições de 2016.



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