Neste domingo (26) é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Hipertensão Arterial, data que reforça a importância do controle da doença, associada a complicações graves como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Em entrevista ao Portal Salvador FM, o enfermeiro e pesquisador Enilson Barbosa destacou a importância de estratégias acessíveis no tratamento, principalmente em casos mais complexos. Ele desenvolve estudos voltados à Hipertensão Arterial Resistente (HAR), condição em que o paciente não atinge níveis adequados de pressão mesmo com o uso de três ou mais medicamentos.
Um dos principais trabalhos conduzidos é um ensaio clínico randomizado que avaliou o impacto da substituição do sal de cozinha comum por um sal com teor reduzido de sódio e enriquecido com potássio, conhecido como “sal light”.
Na pesquisa, os participantes foram divididos em dois grupos. Um manteve o consumo de sal tradicional, enquanto o outro utilizou o substituto. O objetivo foi verificar se a mudança na alimentação poderia atuar como estratégia complementar no controle da pressão arterial.
De acordo com o pesquisador, o potássio auxilia na eliminação do excesso de sódio pelo organismo e contribui para a proteção dos vasos sanguíneos, ajudando a reduzir a pressão. A proposta se apresenta como uma alternativa de baixo custo e fácil adesão, especialmente para pacientes com maior dificuldade de controle.
A iniciativa reforça o papel de intervenções simples no dia a dia, aliadas ao acompanhamento profissional, como forma de prevenir e enfrentar a hipertensão.
Hábitos simples fazem diferença
No dia a dia, algumas mudanças simples já fazem diferença no controle da pressão. Reduzir o consumo de sal, praticar alguma atividade física e manter uma alimentação mais equilibrada, com frutas e verduras, são atitudes que ajudam bastante. Evitar o excesso de álcool e o cigarro também é essencial para diminuir os riscos.
Outro ponto importante é o cuidado contínuo com a saúde. Acompanhar a pressão com frequência, seguir corretamente o tratamento indicado e manter consultas regulares fazem toda a diferença.