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Empresa se posiciona após nova denúncia de moradores em São Tomé de Paripe

Os problemas causados pelo vazamento de produtos químicos na praia de São Tomé de Paripe continuam a prejudicar pescadores e marisqueiras da região suburbana de Salvador. Após o aparecimento de líquidos com tonalidade azul e amarela na água do mar e na areia, moradores denunciaram nesta segunda-feira (9) uma grande quantidade de pó branco cobrindo as pedras que ficam embaixo da esteira do Terminal Itapuã.

O novo caso denunciado por populares foi noticiado pelo PS Notícias [veja aqui]. Em busca de esclarecimentos sobre a ocorrência, a reportagem procurou a assessoria da Intermarítima, empresa responsável pelo terminal alvo de protestos da comunidade.

Por meio de nota, o Terminal Itapuã alegou que o material visto na filmagem durante descarga era “um mineral utilizado na agricultura, solúvel em água e não classificado como substância perigosa”.

Foto: PS Notícias

“Na ocasião do registro, uma chapa de inspeção havia sido retirada para verificação do equipamento, com equipes de operação e manutenção no local realizando atividades de inspeção e ajustes. Durante esse procedimento, a esteira operava em velocidade reduzida. Conforme é possível observar nas imagens [assista abaixo], o material não cai diretamente da esteira”, relata a empresa no comunicado.

O terminal afirmou, ainda, que a área passa por inspeções operacionais diárias, além de rotinas permanentes de limpeza e monitoramento.

Contaminação

No último dia 4 de março, um laudo preliminar divulgado pelo Inema revelou a presença de altas concentrações de nitrato e cobre. Nas últimas semanas, manchas azuis e amarelas chamaram a atenção dos frequentadores da praia.

A coleta de amostras foi realizada por técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) nos dias 20, 24 e 26 de fevereiro, após moradores, pescadores e marisqueiras denunciarem a ocorrência. De acordo com os relatos, peixes e siris apareceram mortos na faixa de areia.

Na quinta-feira (5), o Inema instalou placas limitando o acesso de pessoas à praia e alertando para “área sob investigação ambiental”.

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