“Ele tinha muito ódio e intenção de matar alguém”, relatou uma das mulheres agredidas pelo lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, durante ataques a moradoras de um condomínio no Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro.
Em entrevista à GloboNews na sexta-feira, 6, a vítima de 40 anos afirmou que temeu morrer durante as agressões e chegou a clamar a Deus para sobreviver.
O caso aconteceu na última quinta-feira, 5, quando o lutador agrediu duas mulheres no elevador do prédio e atacou outras moradoras do condomínio.
A vítima, que preferiu não se identificar, disse que nunca havia visto Lucas antes e que não fez nada para provocar a violência.
Segundo o relato, ela ouviu um barulho no prédio e desceu para verificar se alguém precisava de ajuda.
Ao se deparar com o homem, foi imediatamente atacada. Durante a agressão, Lucas aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”, que quase a fez desmaiar. Mesmo com dificuldades para respirar, ela conseguiu reagir.
“Se ele estivesse com alguma ferramenta, alguma coisa, ele teria me matado”, afirmou.
A vítima contou ainda que, enquanto a agredia, o lutador dizia que iria matar todos no prédio. Ela também chamou a atenção para o fato de que os ataques foram direcionados apenas às mulheres.
“O problema dele é com mulher. Não sei o porquê, não, mas ele só agrediu as mulheres. Mas ele tinha ódio, muito ódio. E só dava soco na minha cabeça, só. (…) Ele estava com a intenção de matar alguém. Ele falava o tempo todo só em matar”, contou.
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Sequelas no rosto e sofrimento emocional
A mulher afirmou que ainda sente dores pelo corpo e que pode precisar passar por uma cirurgia no rosto. Apesar das consequências físicas, ela destacou que o sofrimento emocional é o que mais a afeta, classificando a dor na alma como a pior.
A vítima também disse estar com medo de que Lucas volte ao condomínio e espera que a Justiça responsabilize o agressor.
“Uma pessoa dessa não tem como viver na sociedade, não”, disse.
Agressor está preso
O lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes teve a prisão preventiva confirmada pela Justiça no sábado, 7, após audiência de custódia.
O investigado responde por tentativa de feminicídio, lesão corporal, invasão de domicílio, ameaça e resistência.