O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas brasileiras e disse ser favorável a que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), saia do país caso perca a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As falas foram dadas em entrevista ao podcast americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder. O segundo turno é neste domingo (25).
“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza.”.
Ao comentar o sistema eleitoral, Eduardo criticou a ausência de comprovantes impressos dos votos e questionou a possibilidade de uma recontagem independente.
“Não há garantia. O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina”, afirmou.
Ele também citou uma frase atribuída ao ditador soviético Josef Stálin para sustentar as críticas à apuração.
Questionado sobre o que Flávio deveria fazer em caso de derrota, Eduardo respondeu primeiro, em tom de brincadeira, que seria preciso “mandar os fuzileiros navais”. Em seguida, fez a declaração destacada acima.
Ele também acusou Lula de ameaçar o senador ao mencionar possíveis investigações depois do fim do mandato parlamentar de Flávio. O texto de origem não traz a fala de Lula a que ele se refere.
Anistia e impeachment de Moraes
Na entrevista, Eduardo defendeu anistia para o pai, Jair Bolsonaro, e para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Pediu ainda o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e alegou que decisões judiciais prejudicam a atuação de setores da direita.