Atacante norueguês e zagueiro brasileiro acumulam provocações, choques e respeito mútuo após confrontos marcantes entre Manchester City e Arsenal; agora, disputam uma vaga nas quartas de final do Mundial
A classificação da Noruega para as oitavas de final da Copa do Mundo reservou ao Brasil um desafio coletivo e também um dos confrontos individuais mais aguardados da competição. De um lado, o atacante Erling Haaland, principal referência ofensiva da equipe europeia. Do outro, o zagueiro Gabriel Magalhães, responsável por liderar o sistema defensivo da Seleção. Os dois chegam ao duelo de domingo (5/7), às 17h, em Nova York/Nova Jersey, carregando uma rivalidade construída ao longo das últimas temporadas na Inglaterra.
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Os episódios mais recentes aconteceram nos confrontos entre Arsenal e Manchester City, em uma disputa que extrapolou os limites da rivalidade entre os clubes e passou a chamar atenção pelo embate físico entre o brasileiro e o norueguês.
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Foto: Reprodução Instagram @herrelandslaget

O defensor forma a dupla de zaga com Marquinhos.Divulgação/CBF

Gabriel Magalhães no NRG Stadium, em Boston (EUA).Divulgação/CBF

Marquinhos e Gabriel MagalhãesReprodução/UEFA
Em 19 de abril, na vitória do Manchester City por 2 a 1 sobre o Arsenal, Haaland marcou o gol decisivo e protagonizou um confronto intenso com Gabriel durante praticamente toda a partida. Houve empurrões, puxões, divididas duras e até a roupa térmica do atacante acabou rasgada em meio às disputas. Nos minutos finais, Gabriel encostou a cabeça no adversário. Ambos receberam cartão amarelo, mas o VAR entendeu que a ação do defensor brasileiro não justificava expulsão.
Após a partida, Haaland voltou ao assunto e provocou o rival. Segundo o camisa 9, Gabriel deveria agradecer por ele não ter exagerado na queda durante o lance.
O atacante afirmou que, caso tivesse sido mais teatral, o defensor provavelmente teria sido expulso. Apesar da provocação, o norueguês classificou o episódio como algo natural entre um centroavante e um zagueiro que disputam cada bola com intensidade.
Rivalidade começou antes
O histórico entre os dois, porém, já vinha sendo alimentado meses antes. Em setembro de 2024, após o empate do Manchester City nos acréscimos contra o Arsenal, Haaland recolheu a bola dentro da rede e a arremessou contra a parte de trás da cabeça de Gabriel, que estava de costas. Na mesma noite, o atacante ainda provocou o técnico Mikel Arteta ao dizer que o treinador deveria “manter a humildade”.
A resposta veio algum tempo depois. Na goleada do Arsenal por 5 a 1 sobre o City, Gabriel marcou e comemorou o gol gritando diante do rosto de Haaland, gesto interpretado como uma resposta direta às provocações anteriores.
Provocações sem perder o respeito
Apesar dos episódios de tensão, ambos fizeram elogios públicos um ao outro ao longo da temporada. Gabriel apontou Haaland como o adversário mais difícil que enfrentou na Premier League. O atacante norueguês também reconheceu a qualidade do brasileiro, afirmando que aprecia esse tipo de confronto contra defensores físicos e agressivos.
As características dos dois ajudam a explicar a rivalidade. Haaland se destaca pela força física, movimentação e capacidade de finalizar sob pressão. Gabriel construiu sua reputação justamente pela intensidade nos duelos individuais, antecipações e imposição dentro da área.
Agora, o palco é a Copa do Mundo
A diferença é que, desta vez, o duelo deixa de valer pontos na Premier League para decidir quem seguirá vivo na principal competição do futebol mundial.
Depois de eliminar o Japão de virada e quebrar um jejum de 24 anos sem vencer um mata-mata de Copa após sair atrás no placar, o Brasil terá pela frente uma Noruega que chega embalada, invicta diante da Seleção em quatro confrontos históricos e liderada por um dos atacantes mais letais do futebol europeu.
Nesse cenário, o encontro entre Haaland e Gabriel Magalhães ganha um peso ainda maior. Mais do que uma rivalidade construída na Inglaterra, o embate passa a fazer parte de uma disputa que vale uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo e pode influenciar diretamente o destino das duas seleções no torneio.