A influenciadora Deolane Bezerra passou por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (22), ocasião em que negou qualquer relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Deolane afirmou, em vídeo divulgado pelo portal Metrópoles, que a sua prisão ocorreu durante o exercício de sua profissão.
“Fui presa por estar advogando. Por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta por um cliente, cujo acompanhamento jurídico consta no próprio relatório da polícia”, declarou a influenciadora.
A advogada foi presa nesta quinta-feira (21) em uma operação que tem como principal alvo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção e preso há quase 27 anos. Familiares de Marcola também são alvos da investigação.
O caso começou a ser delineado pela Polícia Penal em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos com dois detentos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material coletado deu origem a três inquéritos policiais sucessivos, que revelaram diferentes camadas da estrutura criminosa investigada.
Deolane apontada como recebedora do PCC
Deolane Bezerra aparece como recebedora de dinheiro proveniente do PCC. Entre 2018 e 2021, a advogada recebeu em sua conta física R$ 1.067.505,00 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil. A investigação também apaontou que ela tinha estreitos vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora de cargas.
A Justiça determinou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados. Somente de Deolane, R$ 27 milhões estão bloqueados.