Os desafios do setor segurador diante do cenário de crise climática, hoje alvo de preocupação dos grandes centros do mundo, foi pauta do World Climate Summit, que aconteceu nesta quinta-feira, 6, em São Paulo.
O evento, que teve como tema ‘Riscos climáticos e o setor segurador: como ampliar a resiliência do Brasil?’, debateu o papel dos seguros em meio aos inúmeros desastres ambientais que têm ocorrido nos últimos anos, com três painéis.
El Niño e proteção financeira
No primeiro painel, ‘El Niño, riscos climáticos e proteção financeira: fortalecendo a cultura da proteção e mitigando perdas’, os convidados trouxeram diferentes pontos acerca desses desafios e da nova realidade ambiental no Brasil e no mundo.
Todos os palestrantes mostraram preocupação com as catástrofes.
Presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS), Thelma Krug destacou a necessidade de preparação por parte dos municípios no âmbito da promoção de políticas de prevenção e mitigação.
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“As cidades têm que se preparar e elas sabem o que elas têm que se preparar […] Soluções existem, e a gente precisa planejar e se adaptar com o que a gente precisa”, pontuou.
Na mesma linha, Antônio Costa e Silva, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério das Cidades, frisou a ligação do impacto dos desastres ambientais com as desigualdades sociais nas grandes cidades.
“Não é um desastre natural. Os desastres, na verdade, eles geram catástrofes quando você encontra uma desigualdade, uma vulnerabilidade”, explicou.

Infraestrutura resiliente
Luciene Machado, superintendente de Estruturação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apontou, já na segunda mesa do evento, com o tema ‘Infraestrutura resiliente’, um movimento de sensibilização por parte dos municípios na elaboração dos projetos de infraestrutura, levando em consideração as mudanças climáticas.
“O momento atual é que há maior sensibilização de municípios para os estados, por importância de fazer esse mapeamento, de trazer as consequências desse mapeamento para a modelagem no orçamento, tanto quantitativo quanto qualitativo […] Isso é que faz interferir na matriz, mesmo nos projetos”, pontuou.
“Nós pensamos que eles (gestores) precisam de sensibilização para que a gente possa conduzir esse modelo mais adequado ao cenário que a gente está estudando”, afirmou.