Em meio ao debate sobre a jornada de trabalho, o senador Angelo Coronel defendeu nesta segunda-feira (8), em entrevista ao portal Salvador FM, que a proposta de mudança da escala 6×1 seja amplamente discutida no Congresso Nacional.
“Não dá para votar nada no afogadilho. Há posições favoráveis e contrárias. Se existe divergência, é preciso debater para buscar uma convergência”, disse o parlamentar.
Segundo ele, temas com impacto direto na vida dos trabalhadores exigem discussão aprofundada entre os parlamentares e a sociedade. “A política é a arte de negociar. Ninguém é dono da razão. Quando o assunto envolve o trabalhador brasileiro, precisamos ouvir todos os lados”, afirmou.
Coronel destacou ainda que já há diferentes propostas em discussão no Senado sobre o tema. “Chegou ao Senado a PEC vinda da Câmara e também existe a proposta do senador Rogério Marinho. Assinei justamente para abrir o debate”, explicou.
O senador reforçou que não defende a votação imediata da proposta. “Não se pode simplesmente impor uma decisão. É preciso discutir até chegar a um denominador comum”, completou.
Proteção durante o período eleitoral
Coronel também comentou a inclusão de seu nome em um esquema de proteção da Polícia Legislativa do Senado. Segundo ele, a medida está relacionada a episódios de ameaças recebidas nos últimos anos.
“Eu já recebi algumas ameaças no passado. A Polícia Legislativa chegou a identificar pessoas em Minas Gerais e no Paraná. Então relatei esses casos”, afirmou.
O senador disse que a decisão sobre a proteção é técnica e parte da avaliação dos órgãos de segurança do Senado. “Quem define quem precisa de escolta ou proteção diferenciada é a Polícia Legislativa. No meu caso, entenderam que era melhor manter uma escolta discreta nesse período eleitoral”, explicou.